Maurício Macri é investigado por suposta espionagem de opositores na Argentina

Maurício Macri é investigado por suposta espionagem de opositores na Argentina

17:42 - Ex-presidente e dois ex-diretores da agência de inteligência são alvos da Justiça por prática ilegal cometida durante governo passado

BUENOS AIRES — O promotor federal Jorge Di Lello iniciou nesta sexta-feira uma investigação criminal contra o ex-presidente da Argentina, Mauricio Macri, e os ex-diretores da Agência Federal de Inteligência (AFI), Gustavo Arribas e Silvia Majdalani, por supostos atos de espionagem ilegal. O juiz encarregado do caso é Marcelo Martínez De Giorgi.

Na terça-feira, a interventora da AFI, Cristina Caamaño, denunciou o governo anterior por atos de suposta espionagem ilegal, com base na descoberta de um disco rígido que teria sido apagado. Com a denúncia, ela entregou à Justiça um relatório confidencial que forneceria uma noção — segundo o promotor Di Lello — da maneira como os dados dos e-mails espionados foram obtidos.

O material teria sido foi encontrado nas pesquisas que foram realizadas como parte das tarefas da intervenção na AFI. Entre as descobertas, há o conteúdo obtido através da invasão de e-mails de líderes políticos, sindicatos e empresários, todos de oposição ao governo Macri. Os crimes denunciados por Caamaño são violação de correspondência e violação do sistema de computadores. Uma lista de 88 nomes de pessoas espionadas foi entregue à Justiça.

O ex-chefe de gabinete da administração anterior da AFI, Dario Biorci, também foi acusado, juntamente com dois agentes, cujas identidades foram mantidas em sigilo.

A promotoria sugere uma série de medidas, incluindo a tomada de depoimentos do pessoal da AFI que teria encontrado o material, bem como uma solicitação à AFI de acesso aos arquivos dos dois agentes não identificados e a uma lista com todas as pessoas que entraram na organização durante a administração anterior. O promotor também pediu para examinar o material no disco rígido.

Caamaño solicitou, na denúncia apresentada na terça-feira, que sejam tomados os depoimentos do ex-presidente Mauricio Macri, bem como os de Arribas, Majdalani e Biorci. Di Lello, no entanto, não acatou os pedidos.

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