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Marcas latino-americanas miram expansão com apelo para raízes têxteis

Marcas latino-americanas miram expansão com apelo para raízes têxteis

Colômbia e Peru são países reconhecidos por suas grifes focadas nas curvas das mulheres latinas e nas raízes têxteis locais. Ambos os países querem romper os limites geográficos e ensaiam para conquistar mercados mais exigentes, como o brasileiro.

Colômbia e Peru são países reconhecidos por suas grifes focadas nas curvas das mulheres latinas e nas raízes têxteis locais. Ambos os países querem romper os limites geográficos e ensaiam para conquistar mercados mais exigentes, como o brasileiro.

Pepa Pombo, Andrés Pajón, Meche Correa, Leonisa e José Clemente, estilitas desconhecidos no Brasil, fazem parte de uma casta que movimenta o tabuleiro da moda latino-americana fora da ilha criativa na qual a moda brasileira se enclausura desde os anos 1990. Eles integram projetos e eventos de promoção da indústria latina para o mercado internacional.

O governo peruano, por exemplo, trouxe peças de estilistas locais à multimarcas brasileira Choix, em São Paulo, dentro de um projeto de visibilidade do Peru como polo de moda. O algodão pima, maior ativo têxtil daquele país, é base das peças masculinas de Clemente, cuja tesoura leva ao limite a versatilidade da fibra alongada do algodão considerado o mais macio do mundo.

Meche Correa, por sua vez, é das inúmeras estilistas latino-americanas que transcrevem as estampas, as aplicações e os grafismos típicos da cultura andina. Ponchos multicoloridos, peças de banho e íntimas estão entre as propostas da designer.

Depois dos peruanos, os colombianos logo devem dividir espaço com as marcas brasileiras no varejo de alto padrão. O acordo firmado entre o Mercosul e a Colômbia na última sexta-feira (21), que zera impostos de importação nos setores têxtil e siderúrgico, foi pauta de conversas dos empresários na Colombiamoda 2017, feira que terminou na última quinta-feira (27), em Medellín.

Comenta-se que o livre comércio entre os países impulsionaria a entrada da moda íntima, dos fios e do "casualwear" da Colômbia no inexplorado território brasileiro.

Casuais como as roupas de Pepa Pombo, uma das estilistas de maior sucesso do país. Misto de alfaiataria, estampas geométricas e silhuetas ampliadas comuns nas araras colombianas definem o estilo de sua marca homônima -hoje capitaneada pela filha, Mónica Holguin –que abriu a programação do evento.

Outro nome forte da costura colombiana, Andrés Pajón pode agradar às brasileiras com uma moda festa característica dos bailes de gala tropicais, cheios de longos esvoaçantes de seda, aplicações de brilho e decotes profundos.

Do segmento de moda íntima, a marca Leonisa também é potencial concorrente da indústria brasileira. Especializada em peças íntimas, a etiqueta está presente em quase toda o continente americano, menos na Argentina e no Brasil.

Na passarela do Colombiamoda, mulheres de diversos biotipos, em sua maioria curvilíneas, revelaram as intenções da etiqueta em levar os minimodelos para outras praças. O discurso de inclusão e o abraço à diversidade costuma ser estratégia para chamar a atenção do mercado.

Ainda há barreiras culturais que impedem grifes latino-americanas de se estabelecerem no varejo brasileiro, mais preocupados com tendências do hemisfério norte e costumes do consumidor local.

Não cairia mal, porém, ver o país finalmente atentando para a beleza da cultura latina e as possibilidades de uso que sua herança têxtil proporciona na criação de moda.

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