Maduro promete ´arrebentar os dentes´ de Brasil e Colômbia

Maduro promete ´arrebentar os dentes´ de Brasil e Colômbia

Em discurso anual, venezuelano diz que país responderá em caso de agressão militar dos dois vizinhos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem que as Forças Armadas venezuelanas estão prontas para `arrebentar os dentes` de Brasil e Colômbia em caso de agressão militar. `Elevamos a capacidade de defesa da pátria. Conheço os planos imperiais, conheço emdetalhes os planos da oligarquia colombiana e de Jair Bolsonaro`, disse Maduro durante discurso anual na Assembleia Nacional Constituinte, composta apenas por chavistas.

`Se eles se atreverem, vamos arrebentar seus dentes para que aprendam a respeitara Força Armada Nacional Bolivariana e o povo de (Simón) Bolívar`, completou o presidente da Venezuela. As tensões entre Maduro e Bolsonaro cresceram nas últimas semanas, quando um grupo de cinco militares que a Venezuela acusa de ser responsável por um ataque a um quartel iniciaram os trâmites para serem recebidos como refugiados em Roraima.

Maduro já reconheceu que pensou em pedir à Força Armada Nacional Bolivariana que capturasse no Brasil os cinco militares, chamados pelo governo chavista de `terroristas e desertores`. No entanto, o presidente da Venezuela esclareceu que não deu a ordem porque considera o território brasileiro `sagrado`. Bolsonaro reconhece Juan Guaidó, principal nome de oposição a Maduro, como presidente interino da Venezuela desde fevereiro do ano passado.

Recentemente, o governo brasileiro afirmou que considera a eleição de Luis Parra, como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, órgão até então liderado por Guaidó, como `ilegítima`. No dia da eleição, no dia 5, Guaidó foi impedido pelas forças de segurança comandadas por Maduro de entrar na sede do Legislativo.

Enquanto o líder da oposição era barrado, Parra foi eleito em uma votação que contou com apresença apenas de deputados dissidentes da oposição e chavistas. Dois dias depois, em uma nova votação, em que Guaidó e os deputados opositores conseguiram entrar no prédio, ele foi reconduzido ao cargo de presidente da Assembleia Nacional - o que criou mais um entre tantos impasses políticos no país. A situação entre Venezuela e Colômbia também não é boa.

Nos últimos meses, Maduro acusou o governo de Iván Duque de preparar ataques na fronteira para exigir uma resposta militar ejustificar uma intervenção dos EUA.

 

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