Maduro chama Bolsonaro de 'imbecil' por associar vacina contra a Covid-19 à Aids

Maduro chama Bolsonaro de 'imbecil' por associar vacina contra a Covid-19 à Aids

14:07 - Apesar das críticas, o presidente venezuelano também já teve postagens deletadas das redes sociais por defender remédios milagrosos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, de "imbecil" e "irresponsável" em um discurso transmitido pela TV estatal na noite de terça-feira por dizer em uma live que as vacinas contra a Covid-19 provocavam Aids. A declaração feita por Bolsonaro levou o Facebook a tirar o vídeo do ar. Essa é a primeira vez que a rede social retira do ar uma live do presidente.

Apesar de criticar o brasileiro, o próprio Maduro também já teve postagens deletadas das redes sociais por defender remédios milagrosos contra a Covid-19 no ano passado. Porém, diferentemente do brasileiro, o presidente venezuelano parou de fazer discursos com notícias falsas este ano.

Além da remoção dos vídeos do brasileiro das redes sociais, a notícia falsa gerou uma forte reação de especialistas e políticos da oposição. A CPI da Covid decidiu incluir no relatório final a declaração falsa de Bolsonaro.

— O imbecil do Jair Bolsonaro no Brasil… imbecil, palhaço, irresponsável, disse ontem uma estupidez típica de alguém de direita, desprestigiado. Disse que as vacinas contra o coronavírus causavam Aids. Bolsonaro, todos os dias, passa seu tempo falando mal da Venezuela, em vez de se dedicar a governar e atender o povo. O Brasil atingiu 600 mil mortes pelo coronavírus — disse Maduro no discurso transmitido pela VTV.

Na live, Bolsonaro mencionou uma notícia falsa dizendo que relatórios oficiais do Reino Unido teriam sugerido que pessoas totalmente vacinadas estariam desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, causada pelo vírus HIV, "muito mais rápido do que o previsto".

De acordo com dados oficiais, a Venezuela contabiliza 4.836 mortes por Covid-19 no país, mas há muitas dúvidas sobre a veracidade dos números. Um estudo feito pela revista revista Nature estima que os falecimentos reais podem ser até sete vezes maiores do que o oficial, ou seja, cerca de 34 mil óbitos.

O Brasil, por sua vez, contabilizou até agora 606.293 mortos pelo coronavírus desde o começo da pandemia. Apesar do número alto, a média de mortes está há 15 dias na faixa de 300, o que indica estabilidade.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 13.414 novos casos de Covid-19 em todo território nacional, totalizando 21.748.303 pessoas que já se contaminaram com o vírus. A média móvel foi de 11.966 diagnósticos positivos, um aumento de 6% em comparação ao índice de duas semanas atrás, o que também demonstra tendência de estabilidade.

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