Macron ataca soja brasileira para justificar subsídios franceses, diz Abiove

Macron ataca soja brasileira para justificar subsídios franceses, diz Abiove

19:13 - Entidade emitiu comunicado após o presidente da França declarar que há relação entre a produção de soja no Brasil e o desmatamento da Amazônia

Por Patrick Cruz e Fernando Lopes, Valor — São Paulo

O presidente da França, Emmanuel Macron, atacou a soja brasileira para justificar subsídios a agricultores do país europeu, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A entidade emitiu comunicado após o mandatário francês declarar nesta terça-feira que há correlação entre a produção da oleaginosa no Brasil e o desmatamento da Amazônia.

"A Abiove lamenta que o presidente da França, Emmanuel Macron, busque justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira", diz a nota. "Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças à Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo que existe risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais".

Macron falou sobre o tema em um vídeo divulgado em redes sociais. “Continuar dependendo da soja brasileira seria o mesmo que endossar o desmatamento da Amazônia. Somos consistentes com nossas ambições ecológicas, lutamos para produzir soja na Europa”, disse o presidente francês.

Em 2020, com vendas de 101 milhões de toneladas, que renderam US$ 35,24 bilhões, o "complexo soja" (grão, farelo e óleo) liderou mais uma vez as exportações do agronegócio brasileiro. Os embarques de soja em grão, sobretudo para a China, representaram 81,1% do valor exportado pelo setor e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões (82,97 milhões de toneladas).

Já as exportações de farelo de soja, que tiveram a União Europeia como principal destino, somaram US$ 5,92 bilhões, ou 16,96 milhões de toneladas (volume recorde). A UE respondeu por 49,5% do valor total, embora as compras tenham caído 10,5% em relação a 2019.

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