Macri é 'absolutamente inspirador', diz Doria em Buenos Aires

Macri é 'absolutamente inspirador', diz Doria em Buenos Aires

Prefeito de São Paulo foi recebido pelo presidente da Argentina

Em sua rápida visita à capital argentina, onde foi recebido durante quase uma hora nesta quinta-feira pelo presidente Mauricio Macri, na Casa Rosada, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que Macri (que foi duas vezes prefeito de Buenos Aires, antes de vencer a Presidência) representa um modelo "inspirador", mas negou já ter tomado uma decisão sobre se lançar candidato à Presidência em 2018.

Ao ser perguntado por jornalistas argentinos se ele gostaria de ser "o Macri brasileiro", Doria respondeu sorridente:

— Nossas ideias são absolutamente iguais, sem retoque. Foi um encontro inspirador, ele (Macri) é absolutamente inspirador — disse Doria, que recebeu tratamento de luxo por parte das mais altas autoridades argentinas.

Em Buenos Aires, chamou a atenção de jornalistas locais o tempo dedicado pelo presidente Macri a Doria e especulou-se até mesmo com a contratação por parte do prefeito do assessor de marketing do presidente, o equatoriano Jaime Durán Barba. Mas numa coletiva conjunta com o prefeito portenho, Horacio Rodríguez Larreta, sucessor do chefe de Estado argentino, Doria negou essa possibilidade.

O prefeito assegurou que o PSDB só definirá candidaturas depois do carnaval do próximo ano, descartou "fissuras" no partido e afirmou que não haverá "distanciamento" com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

— Não vamos precipitar decisões, vamos com calma… O tempo vai dizer — declarou Doria, que não se cansou de elogiar o governo Macri e, ao mesmo tempo, negar que esteja pensando em seguir o modelo do presidente argentino.

— Não seria adequado tomar uma decisão agora (sobre sua candidatura presidencial), seria uma indelicadeza com o governador Geraldo Alckmin. Não tomei decisão nenhuma — insistiu o prefeito de São Paulo, que chegou a Buenos Aires acompanhado por vários de seus secretários e com a intenção de importar vários dos programas implementados pelas autoridades portenhas, por exemplo no setor de transportes.

Doria também aproveitou para reiterar o recado mandado esta semana para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Perguntado sobre sua alfinetada a Meirelles, o prefeito negou que essa tenha sido sua intenção, mas voltou a insistir na "sugestão" dada a Meirelles:

— Disse apenas que sugeria cautela ao ministro Meirelles para que ele não seja impregnado pela questão política eleitoral. Ele tem sido um bom ministro da Fazenda, inclusive fiz essa observação a Macri. Mantenho minha sugestão de que ele não se deixe contaminar por um processo eleitoral com tanta antecedência.

Doria assegurou que Meirelles "tem direito de almejar a Presidência da República, mas não agora:

— Talvez a partir de janeiro. E, nesse caso, ele deverá se desligar do cargo de ministro — opinou o prefeito de São Paulo.

Sobre o presidente Michel Temer, Doria afirmou não acreditar que a provável segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "formatada no apagar das luzes de seu período" contra Temer "possa representar algo tão inovador que venha a comprometer o presidente".

Doria também foi perguntado sobre o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro e, além de responder, disse aos jornalistas que sua resposta deveria ser o lead de suas matérias:

— Lula revelou-se mais uma vez um mentiroso contumaz. Lula tem uma mente criminosa a serviço da mentira e do crime.

O prefeito afirmou, ainda, que "a Justiça brasileira, ao longo dos 9 processos, saberá interpretar essa mente criminosa e dar a ele a sentença que ele merece".

 

 

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino