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Japoneses recebem Bolsonaro interessados em minerais raros

Japoneses recebem Bolsonaro interessados em minerais raros

Empresas do país asiático querem investir em nióbio, grafeno e lítio no Brasil

Empresas japonesas estão interessadas em investir mais em minérios raros no Brasil, como nióbio, grafeno e lítio, indicam fontes em Tóquio. O embaixador brasileiro no Japão, Eduardo Saboia, confirma o forte interesse japonês e diz que os dois países cujo comércio bilateral caiu à metade em sete anos aprofundam a cooperação para pesquisa, produção e uso dessas supercommodiães.

O presidente Jair Bolsonaro iniciou ontem em Tóquio sua viagem por cinco países da Ásia. Além do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ele se reúne com empresários. Um consórcio nipo-coreano, liderado pela japonesa Sojitz, já atua no Brasil. Pagou US$ 1,95 bilhão em 2011 por

as 15 % da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração

ga. (CBMM), atualmente a maior produtora de nióbio. O mineral é usado para aumentar propriedades do aço na fabricação de automóveis mais leves, de tubulações de gás e de infraestruturamais segura.

A Toshiba tem parceria com aCBMM paraprodução de baterias automotivas de recarga rápida, novo nicho para a ampliação da demanda mundial de nióbio com o crescimento da indústria de carros elétricos. O mineral viabiliza baterias mais seguras e duráveis e com tempos recordes de recarga. A Toshiba pretende iniciar a fase de homologação e précomercialização com montadoras no início de 2021.

Quanto ao lítio, também usado em baterias de carros elétricos, a Mitsui investiu US$ 30 milhões neste ano numa área explorada no Brasil pela Sigma Lithium Resources. Em troca, vai receber 25% da produção inicial de 220 mil toneladas por ano. O grafeno também interessa aos japoneses porque é considerado uma das commodities que pode revolucionar a indústria tecnológica como um todo por sua resistência, leveza, transparência, flexibilidade e condutibilidade elétrica.

O Japão passa por uma transição de sua matriz energética para composição mais limpa. A expectativa é que o Brasil possa ter papel importante nisso com vendas, por exemplo, de etanol de segunda geração para carros elétricos. Há uma cooperação da Nissan do Brasil com USP e Unicamp nessa área. A Toyota investe R$ 1 bilhão no Brasil para a produção de veículos elétricos com tanques complementares de etanol. (Do Valor)

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