Itamaraty endossa iniciativa americana sobre 5G e sinaliza veto à Huawei

Itamaraty endossa iniciativa americana sobre 5G e sinaliza veto à Huawei

Em encontro com o secretário para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, Ernesto Araújo se comprometeu a "apoiar os princípios" da chamada "Clean Network"

O governo brasileiro deu, nesta terça-feira (10), mais uma sinalização de que pode banir a chinesa Huawei como fornecedora de equipamentos para as futuras redes de 5G no país. O sinal veio durante reunião do chanceler Ernesto Araújo com o secretário para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, Keith Krach, no Itamaraty.

Segundo o Valor apurou, os americanos esperavam uma declaração mais incisiva da parte dos brasileiros. Entretanto, o gesto em si demonstra alinhamento do governo de Jair Bolsonaro aos americanos, que pressionam pelo veto à participação dos chineses em diversos países.

No encontro, Araújo se comprometeu a "apoiar os princípios" da chamada "Clean Network", uma iniciativa à qual diversos países já aderiram e que é vista como uma forma de conter a influência do Partido Comunista Chinês sobre a propagação dessa tecnologia. Após a reunião, Krach participou de uma declaração à imprensa ao lado do embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Ministério das Relações Exteriores.

"O Brasil apoia os princípios contidos na proposta do 'Clean Network' feita pelos EUA, inclusive na OCDE, destinados a promover no contexto do 5G e outras novas tecnologias um ambiente seguro, transparente e compatível com os valores democráticos e liberdades fundamentais", disse Costa e Silva. "O ministro Ernesto Araújo reiterou que o Brasil está determinado a participar de todas as discussões de parâmetros e regras na OCDE."

Krach, por sua vez, afirmou estar "entusiasmado" com o apoio dado pelo Brasil à iniciativa, que, segundo ele, tem a adesão de 31 dos 37 países da OCDE, além de 26 dos 27 países da UE apoiam a iniciativa.

"Eu estou muito contente de que, nesta tarde, o ministro das Relações Exteriores expressou seu apoio aos princípios do "Clean Network", afirmou Krach. "E, a propósito, o secretário Pompeo, em seu briefing semanal, pôde agradecer o grande governo do Brasil por endossar esses princípios. [...] Eu acho que isso é monumental, porque o Brasil é o primeiro país latino-americano a apoiar os princípios da "Clean Network."

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