Itamaraty diz ter 'esperança' em cessar-fogo entre Israel e Hamas, mas manifesta repúdio só por ataques 'a partir de Gaza'

Itamaraty diz ter 'esperança' em cessar-fogo entre Israel e Hamas, mas manifesta repúdio só por ataques 'a partir de Gaza'

22:34 - Governo Bolsonaro se manifesta oficialmente pela primeira vez após quase duas semanas de conflito, que deixou mais de 240 mortos, e um dia depois de trégua ser declarada

Na primeira manifestação oficial do governo brasileiro sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza, acertado na quinta-feira entre Israel e Hamas, o Itamaraty afirma ter recebido a notícia “com esperança”, e diz esperar que “as partes envolvidas se engajem na implementação dos compromissos firmados e trabalhem pelo restabelecimento da calma”.

No texto, o governo de Jair Bolsonaro afirma ter acompanhado a escalada das tensões regionais, que deixaram 248 palestinos mortos, incluindo 66 crianças, e 12 mortos, sendo duas crianças, e lamenta que “tenham acarretado ampla destruição, milhares de feridos e a irreparável perda de vidas humanas de ambos os lados”.

Segundo a nota, na quarta-feira, véspera do cessar-fogo, o chanceler Carlos França conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gabi Ashkenazi, e “manifestou o repúdio brasileiro ao lançamento indiscriminado de foguetes a partir da Faixa de Gaza”. Sem mencionar os estragos e mortes provocados pelos ataques israelenses em Gaza, o texto afirma que o Brasil “conclamou todos os países ao respeito estrito do direito internacional humanitário no emprego da força”.

Apesar da visão abertamente pró-Israel do governo de Jair Bolsonaro, que chegou a cogitar em diversas ocasiões a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo os passos do então presidente dos EUA, Donald Trump, a menção aos confrontos na cidade sagrada é relativamente amena.

Citando uma reunião de França com os representantes de países árabes, o texto afirma que o chanceler “reiterou o apoio brasileiro a ações capazes de evitar o exacerbamento das tensões [em Jerusalém], de salvaguardar o acesso aos lugares sagrados de todas as religiões e de assegurar a liberdade de culto naquela cidade”.

A nota, que reafirma a disposição do Brasil em participar dos processos de estabilização regional, aponta que o Itamaraty monitorou a situação no Oriente Médio através das representações consulares, prestando assistência a brasileiros na área.

O texto ainda menciona a participação do Brasil no plenário da Assembleia Geral, em Nova York, onde “reiterou o compromisso do Brasil com a resolução pacífica do conflito de modo a permitir que ambos os povos vivam em paz, segurança e prosperidade, dentro de fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas”.

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