Itamaraty barra discurso de governador do Amapá na ONU

Itamaraty barra discurso de governador do Amapá na ONU

O Itamaraty intercedeu para que o presidente do Consórcio Amazônia Legal, o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), tivesse seu discurso cancelado em encontro organizado pela França, Chile e Colômbia para discutir o desmatamento na Amazônia, às margens daCúpula do Clima nas Organizações das Naçôes Unidas (ONU) em Nova York. Com isso, na reunião, não houve nenhuma fala sobre Amazônia de um representante brasileiro.

Segundo a Folha apurou com fontes diplomáticas, o governador foi convidado formalmente pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Sebastián Pihera, do Chile, e Iván Duque, da Colômbia, na segunda-feira passada {16), para participar do encontro que foi realizado nesta segunda-feira (23).

Mas segundo relataram fontes diplomáticas, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, protestou contra o fato de um representan te de governo estadual ser convidado para representar a Amazônia no encontro enq uanto o governo fede ral não estaria presente. A Colômbia então teria passado a seopor ao convite para o discurso.

`Desde 4a feira a Colômbia, sob pressão do ministro Araújo, cria grandes obstáculos à participação de autoridades estaduais`, diz mensagem enviada po r organizadores do encontro e obtida pelaFolha.

No encontro, Macron anunciou que o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ea ONG Conservação Internacional vãodoarUS$5oa milhões para combate ao desmatamento da Amazônia e de outras florestas tropicais.

`Eu tinha recebido convite para participar e falai` en quanto autoridade regional, rnas depois, pelas informações que tivemos, a Colômbia teria criado problema, dada a relação com o governo do Brasil`, disse â Folha o governador Waldez Góes.

Segundo ele, como o governo federal brasileiro não participou, dependeria do con senso entre Chile, Colômbia e França decidir sobre a possível fala regional, e`a Colômbia disse que vetaria`.

`É lamentável porque queríamos que houvesse um representante brasileiro falando para o mundo sobre a Amazônia. É um debate necessário para a humanidade.`, disse Waldez, que apenas assistiu à reunião.

O Itamaraty nega que tenha havido ingerência para impedir o governador de falar.

`A notícia é falsa e não tem fundamento. Não temosqualquer participação na cúpula, direta ou indiretamente. Não houve qualquer intervenção brasileira direta ou por intermédio de outro país`, disse o ministério, emnota. Segundo oltamaraty, ovetopode tersido iniciativa de `países amigos do Brasil`, o que não quer dizer que tenha havido pedido ou gestão do ministério.

O Brasil já havia sido excluído da lista de discursos oficiais dacúpula do dimapornão ter apresentado nenhum plano para aumentaro compromisso com o clima.

O Consórcio da Amazônia Legal, formado por Acre, Amapá,Amazonas,Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, vem se movimentando paranegociar diretamente com o G7 e com países como França, Alemanha, Noruega e Reino Unido projetos de proteção à Amazônia e obtenção de recursos, umavez que ogoverno federal vem bloqueando iniciativas.

Os governadores do consórcio da Amazônia se reuniram neste mês com embaixadores da Alemanha, da França, do Reino Unido edaNoruega, entre os principais doadores de recursos para proteção da Amazônia. Eles terão uma segunda rodada de reuniões com esses embaixadores em outubro. Os governadores negociam a manutenção do Fundo da Amazônia e outros programas de financiamento.

`Deixamos claro que, en quanto estados e consórcio da Amazônia, temos personalidade jurídica para negociar`, diz Waldez.

Multas na Amazônia somara R$ 36,3 mi, afirma governo

O Ministério da Defesa anunciou nesta segundafeira (23) queforamaplicados R$ 36,3 milhões em multas relacionadas à op eração de G LO (Garantia da Lei e da Ordem) Ambiental realizada pelo governo para combater as queimadas na Amazônia.

Os 112 termos de infração foram aplicados no último mês por órgãos como o ICM- Bio e o Ibama e se referem a desmatamento ilegal, garimpo e apreensão de madeira.

Em evento para apresentar os resultados do primeiro mês da GLO prorrogada pormais^ú dias, o ministério também informou que 63 pessoas foram detidas.

A GLO ambiental autoriza o emprego das Forças Armadas ein ações de combatea crimes ambientaise a incêndios na região amazônica.

Patrícia Campos Mello e Marina Dias

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino