Investidor pode migrar para Argentina e Arábia Saudita

Investidor pode migrar para Argentina e Arábia Saudita

Os investidores em fundos de mercados emergentes passivos automaticamente estarão aplicados em ações argentinas e da Arábia Saudita a partir de 2019, depois da decisão da provedora de índices MSCI de acrescentar os dois países ao seu indicador referencial para os mercados emergentes, mas o futuro de longo prazo da Argentina no índice é incerto.

Os investidores em fundos de mercados emergentes passivos automaticamente estarão aplicados em ações argentinas e da Arábia Saudita a partir de 2019, depois da decisão da provedora de índices MSCI de acrescentar os dois países ao seu indicador referencial para os mercados emergentes, mas o futuro de longo prazo da Argentina no índice é incerto.

Na semana passada, a MSCI informou que vai acrescentar, no ano que vem, 32 ações da Arábia Saudita ao seu índice para os mercados emergentes equivalentes a 2,6% do referencial , além de aumentar a exposição à Argentina, que no momento passa por uma crise cambial. A MSCI segue uma decisão da concorrente FTSE, tomada em abril, de incluir a Arábia Saudita no índice FTSE Emerging Markets e significa que todos os fundos passivos que acompanham esses índices terão de ajustar suas carteiras e comprar ações sauditas e argentinas.

Um total de US$ 1,9 trilhão em ativos são avaliados pelo índice de mercados emergentes da MS- CI. Para países como Arábia Saudita e Argentina, a promoção para o conhecido índice significa prestígio, um reconhecimento das reformas recentes e acesso a novos fluxos de capital internacional. Para os investidores, significa uma chance de ganhar exposição a países e moedas antes considerados arriscados demais para serem classificados como mercados emergentes.

Nos últimos anos, Argentina e Arábia Saudita passaram por reformas políticas e econômicas, sob a égide do presidente pró-mercado da Argentina, Mauricio Macri, e do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman na Arábia Saudita. Na semana passada, a MSCI disse estar satisfeita com a decisão da Arábia Saudita de se abrir para mais investimentos estrangeiros com mudanças no mercado acionário local, o Tadawul, o maior do gênero no mundo árabe. A FTSE, concorrente da MSCI, tomou sua própria decisão de acrescentar as ações sauditas ao seu índice para os mercados emergentes, que é acompanhado por fundos com ativos de US$ 140 bilhões, após concluir que a Arábia Saudita se tornou `suficientemente amigável` aos investidores e que merecia ser promovida. Até dezembro, acredita-se que a representação das ações do país no índice FTSE Emerging Markets deverá ser de 2,9%.

Nos últimos seis meses, o índice MSCI Saudi Arabia proporcionou um retorno de 27%. Mas o indicador é muito afetado pelos preços do petróleo. Até o fim do ano, os investidores em fundos passivos que acompanham os índices MSCI Emerging Markets e FTSE Emerging Markets terão quase 3% de seus fundos aplicados no país. `A inclusão da Arábia Saudita é um marco importante para um mercado que até agora vinha sendo dominado pelos investidores domésticos`, diz James Mc- Manus, gerente de investimentos da corretora on-line Nutmeg.

O mercado saudita poderá apresentar problemas para os gestores de fundos passivos, uma vez que seu horário de funcionamento dos domingos às quintas-feiras não bate com os de outros mercados. Mas McManus diz: `Dada a ampla representação geográfica dos mercados emergentes, os participantes costumam gerenciar em torno de mercados fechados e não acreditamos que isso vá afetar o desempenho dos produtos.

` A MSCI também anunciou, na semana passada, a promoção da Argentina, nove anos depois de o país ter sido tirado do índice MS- CI Emerging Markets em 2009.0 país foi originalmente rebaixado para o índice MSCI Frontier Markets em meio à recessão mundial, por causa da decisão argentina de restringir a entrada e saída de capital de seu território.

Após um período de recuperação, a Argentina mergulhou em uma nova crise em abril, com uma desvalorização de sua moeda e mercados. O índice MSCI Argentina caiu 34,3% nos últimos três meses até 25 de junho. A MSCI informou que vai acrescentar apenas uma pequena porção de 0,4% às carteiras dos investidores a partir de maio de 2019, e acrescentou que continua preocupada com o país. Disse ainda estar pronta para rever sua decisão sobre a Argentina se o país tentar resolver sua crise cambial com controles de capital ou restrições.

A MSCI vai acrescentar ao índice apenas as ações argentinas negociadas fora do país, por causa dos temores dos investidores internacionais com a falta de liquidez do mercado doméstico, o que torna difícil comprar e vender ações. Ben Seager-Scott, estrategistachefe de investimentos da Tilney Group, diz que as carteiras dos investidores não deverão ser dramaticamente afetadas pela inclusão das novas ações, mesmo com o desempenho volátil do mercado da Argentina.

`Um investimento passivo teria muito mais a perder com um fraco desempenho da China, Coréia do Sul ou índia, do que com um desempenho catastrófico da Argentina`, afirma Seager-Scott. `Vale lembrar que o raciocínio é diferente para cada um.

A Argentina fez parte do índice de mercados emergentes antes de 2009, de modo que se você estava confortável com isso antes, provavelmente também ficará agora.` Ações argentinas e da Arábia Saudita são impactadas por mudança em índice da MSCI

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