Inflação cai na Argentina, mas soma 43,9% no ano

Inflação cai na Argentina, mas soma 43,9% no ano

A Argentina registrou em novembro inflação mensal de 3,2%, um pouco acima do esperado. Economistas privados previam aumento de preços em torno de 2,8% para o mês passado, depois de alta de 4,5% em outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o índice de preços ao consumidor subiu 48,5%. No acumulado deste ano, a inflação argentina chega a 43,9%.

`A recessão está contribuindo para que a inflação baixe. Às empresas não resta outra opção se não subir os preços, ainda que ao custo de perder rentabilidade`, diz Mara Ruiz, do Instituto Trabalho e Economia. `Este é um mecanismo pouco virtuoso, pois corre-se o risco de os preços voltarem a subir quando a economia melhorar.` Apesar do terceiro mês seguido de desaceleração, 3,2% é uma taxa de inflação `escandalosamente alta`, afirma Martin Tetaz, economista da Universidade de La Plata. `Temos em um mês a inflação que muitos países têm em um ano`, argumenta.

Ele afirma que ainda é cedo para dizer se a política monetária do Banco Central da Argentina, de crescimento zero da base monetária, está tendo sucesso. `É prematuro julgar a eficiência de uma política depois de dois meses de ter sido implementada. A política do BC conseguiu estabilizar a taxa de câmbio e começou a estabilizar os preços. Mas é uma tarefa que acabou de começar`, diz. Tetaz alerta que dezembro será o grande teste para a política monetária do BC, quando a demanda doméstica costuma ser maior.

Segundo o economista, a inflação deve encerrar o ano acima de 48%. A meta revisada do governo era de 42%. Para 2019, Tetaz prevê inflação anual de 25%. A alta taxa de inflação tem contribuído para o aumento da pobreza na Argentina. Dados do Observatório da Dívida Social da Argentina mostram que o nível de pobreza subiu para 33,6% da população no terceiro trimestre, em comparação com 28,2% do mesmo trimestre do ano passado.

O índice de pobreza hoje é maior do que o deixado pelo governo anterior, de Cristina Kirchner. No terceiro trimestre de 2015, o índice de pobreza era de 29,2%.

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