Inflação ao consumidor na Argentina encerra 2020 com alta de 36%, diz Guzmán

Inflação ao consumidor na Argentina encerra 2020 com alta de 36%, diz Guzmán

Segundo o ministro da Economia do país, a inflação em dezembro anotou alta de 4%

A inflação ao consumidor na Argentina subiu em torno de 4% no mês em dezembro, encerrando 2020 com uma alta anual ao redor de 36%, afirmou nesta quinta-feira (14) o ministro da Economia argentino, Martín Guzmán, horas antes do anúncio oficial do dado pelo Indec.

“Vamos terminar com uma inflação anual, dezembro 2019-dezembro 2020, ao redor de 36%, que representa uma queda de mais de 17 pontos percentuais em relação à inflação de 2019 [53,8%] e devemos continuar nesse caminho de redução da inflação”, afirmou Guzmán, segundo informações da mídia argentina.

Algumas horas depois, o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) do país confirmou que o índice de preços ao consumidor (IPC) havia subido 4% em dezembro e fechado o ano passado com um avanço de 36,1%. A alta no último mês de 2020 foi a maior do ano passado, superando os 3,8% registrados pelo Indec em outubro.

O recuo tem mais relação com questões causadas pela pandemia de covid-19, como o colapso da atividade econômica provocado pelas medidas restritivas para conter a doença, do que com políticas eficientes do governo de Alberto Fernández para desacelerar a inflação.

No acumulado de 2020, os custos com roupas e calçados foram os que mais subiram (+60%). Na sequência vêm os setores de recreação e cultura (+48%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (+42,1%). Os serviços, mais afetados pela quarentena, ficaram 22,2% mais caros.

Projeções

Para analistas, o avanço de dezembro já indica como a inflação deve se comportar na Argentina em 2021. As projeções privadas indicam que o IPC deve avançar 50% neste ano. O Ministério da Economia, por sua vez, incluiu no orçamento do governo uma estimativa de alta de 30%.

A expectativa dos analistas é que haja uma retomada da economia em 2021, após o recuo de quase 10% do PIB em 2020. Eles temem o preocupante aumento da despesa fiscal do governo, que, sem recursos, deve financiá-la com políticas monetárias, um combustível para a inflação.

Há também parte da inflação “reprimida” em 2020, após quase dois anos de congelamento das taxas de gás, eletricidade e transporte. Pequenos aumentos nas tarifas de telefonia, internet e celulares pré-pagos também devem pressionar o IPC nos próximos 12 meses

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