Indústria siderúrgica pede a Bolsonaro suspensão das negociações para acordo com Coreia do Sul

Indústria siderúrgica pede a Bolsonaro suspensão das negociações para acordo com Coreia do Sul

19:25 - Segundo Instituto Aço Brasil, há excesso de oferta de siderúrgicos chineses e coreanos no mundo

BRASÍLIA - Representantes do setor siderúrgico brasileiro pediram nesta sexta-feira, ao presidente Jair Bolsonaro, que o Brasil saia das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia do Sul.

O argumento é que praticamente nenhum setor industrial ganhará com a abertura de mercado para os coreanos, incluindo os fabricantes de aço. Além de Bolsonaro, participaram da reunião os ministros da Economia (Paulo Guedes), da Casa Civil (Braga Netto) e o ministro da Secretaria de Governo (Luiz Eduardo Ramos).

Segundo o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello Lopes, no caso específico das indústrias siderúrgicas, o setor já enfrenta dificuldades para exportar seus produtos no mercado internacional e ainda enfrenta a concorrência com os importados. Há um excesso de oferta de aço de 521 milhões de toneladas no mundo, dos quais cerca de 60% são da China e da Coreia.

— A China e a Coreia são os dois países com maior excesso de quantidade de aço e o maior número de processos por práticas desleais de comércio - disse Lopes.

Ele também garantiu ao presidente Bolsonaro que não há risco de desabastecimento de produtos siderúrgicos no Brasil. Afirmou que o setor está bastante otimista e prevê um aumento de 5,3% nas vendas no mercado interno em 2020.

A resistência ao acordo com a Coreia do Sul não parte apenas do setor siderúrgico. De acordo com um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a eliminação das tarifas de importação com o país asiático, 51 setores da economia serão prejudicados e apenas 11 terão algum ganho. A entidade pediu a suspensão das negociações ao governo em abril deste ano.

Ainda segundo a CNI, o acordo, que prevê a liberação de 90% dos produtos do Mercosul, também poderá resultar em um déficit comercial com a Coreia do Sul em US$ 7 bilhões. De janeiro a outubro, o Brasil teve um superávit de US$ 182,7 milhões, conforme o Ministério da Economia.

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