Holanda passa Argentina como 3- maior destino

Holanda passa Argentina como 3- maior destino

A crise econômica na Argentina levou o país vizinho a perder o posto de terceiro principal destino das exportações do Brasil, posição assumida em 2019 pela Holanda. Dados da Secretaria de Comércio Exterior do governo brasileiro mostram que, no ano passado, as vendas aos argentinos somaram US$ 9,7 bilhões, ante US$ 14,9 bilhões em 2018, um tombo de 34,9%.

As exportações à Holanda, por sua vez, atingiram US$ 10,1 bilhões, o que também representa uma queda, mas em menor magnitude (22,9%) em 2018, as vendas para o país somaram US$ 13,1 bilhões. O porto holandês de Roterdã funciona como porta de entrada para produtos brasileiros no continente europeu.

Houve uma queda muito relevante da indústria automobilística para a Argentina, principal explicação para a queda nos manufaturados, diz Ana Luisa Mello, economista da LCA Consultores. A exportação brasileira de manufaturados sofreu retração de 11% em 2019, na comparação com o ano anterior, para US$ 77,5 bilhões. Só a comercialização de veículos de carga caiu 35,3%, e a de automóveis de passageiros, 27,5%.

A China se manteve no topo dos destinos dos produtos brasileiros. Apesar da queda de 3,1% nas vendas em valores, para US$ 65,4 bilhões, o país asiático ampliou sua participação nas exportações totais de 27,9%, em 2018, para 29,2%. A China ganha espaço porque outros países caíram mais, diz José Augusto de Castro, presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Mas o Brasil também tem encontrado espaço para ampliar a entrada no mercado asiático em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, ao mesmo tempo em que começa a se beneficiar da escassez de carne suína no país provocada pela peste africana.

Os Estados Unidos também mantiveram a segunda posição no ranking, com US$ 29,6 bilhões em exportações, ante US$ 28,7 bilhões em 2018. A alta de 1,8% é considerada ainda muito tímida, na avaliação Castro. Para ele, a aproximação política entre os governos de Jair Bolsonaro e do americano Donald Trump ainda não se converteu em economia real. O comércio com EUA anda muito devagar. Essa aproximação, até agora, não teve o resultado, afirma.

O Japão aparece logo atrás da Argentina, na quinta posição, com US$ 5,4 bilhões em exportação. Em 2018, o Japão estava na décima colocação, somando US$ 4,3 bilhões.

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