Há dois meses desaparecido no mar, San Juan ainda angustia famílias

Há dois meses desaparecido no mar, San Juan ainda angustia famílias

15/01, 13:03 - Operação de buscas por submarino e 44 tripulantes hoje tem apenas Argentina e Rússia

BUENOS AIRES — Dois meses após o desaparecimento do submarino argentino San Juan, ainda não há pistas sobre a sua localização. Há muito tempo se foram as esperanças de encontrar tripulantes vivos, mas permanecem diversos questionamentos sobre a operação internacional de buscas pela embarcação, principalmente sobre a eficácia dos equipamentos utilizados e como a Argentina encararia a missão caso a ajuda estrangeira fosse retirada.

A operação para achar o submarino com 44 tripulantes a bordo chegou a contar com 18 nações. No entanto, hoje, a Rússia é o único país estrangeiro que ainda colabora com as buscas, que se desenvolvem numa área de 4 mil quilômetros quadrados. Os russos têm modernos aparatos de visualização e, por isso, a possibilidade de que abandonem as operações assustam os argentinos.

O San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, quando navegava de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, à sua base em Mar del Plata, 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. Encontrá-lo é uma missão quase impossível, uma vez que acredita-se que a embarcação tenha implodido e afundado.

O governo russo não determinou ainda uma data para finalizar a sua participação nas buscas. Enquanto isso, a Argentina avalia alternativas para conseguir equipamento de empresas privadas ou estatais que permitam manter as operações. Segundo o porta-voz da Marinha argentina, estão disponíveis barcos que podem encontrar objetos a partir da detecção de sondas. Mas não há tecnologia para inspecionar visualmente a área de buscas com uma embarcação submersa.

Familiares e amigos da tripulação enviaram uma carta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedindo que o seu governo continue apoiando as buscas até o fim. Os parentes dos mortos pressionam as autoridades argentinas também a não desistir das operações, enquanto outros querem entender o que aconteceu para provocar a implosão.

A Marinha e os especialistas atribuem a falta de sucesso das bucas a uma inclinação na área de rastreamento, que se assemelha a uma cordilheira invertida com cânions que vão de oeste para leste. Devido às suas características, alguns objetos podem ser detectados e outros podem ser escondidos em grandes rachaduras.

O último contato do submarino com a base em Mar del Plata ocorreu na manhã do dia 15 de novembro, quando navegava pelo Atlântico Sul, na altura do Golfo San Jorge, a 450 km da costa. Em sua última mensagem, o ARA San Juan informou que havia superado uma avaria nas baterias, reportada horas antes, provocada pela entrada de água pelo snorkel. Um ruído similar a uma explosão ocorreu na mesma zona onde estava o submarino três horas após a última comunicação.

 

 
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