Guedes e Araújo discutem `Mercosul à la carte`

Guedes e Araújo discutem `Mercosul à la carte`

A possibilidade de um `Mercosul à la carte` para não paralisar as negociações de novos acordos em função da crise Argentina foi discutida na noite de terça-feira, em reunião dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

No encontro, foi avaliado também que um eventual default no país vizinho não compromete o Brasil, mas aumenta as dificuldades na relação regional.

A versão `à la carte` permitiria negociar os novos acordos do bloco, com Canadá, Cingapura, Líbano e Coréia do Sul sem a Argentina. Se, futuramente, o país vizinho desejasse aderir a esses entendimentos, poderia fazê-lo.

O governo de Alberto Femãndez tem tido postura oscilante em relação ao Mercosul. No dia 25 de abril, anunciou que abandonaria as novas negociações de acordo. Na semana seguinte, voltou atrás e disse que participaria, mas numa velocidade menor que a dos demais sócios.

A Argentina tem problemas mais urgentes a tratar. Além de enfrentar a pandemia, luta para reestruturar sua dívida. Na segundafeira, três de seus principais credores rejeitaram proposta de renegociação do Ministério da Economia.

Sem a Argentina, os sócios do Mercosul (Brasil, Paraguai e Uruguai) teriam espaço para tratar da transformação do Mercosul em uma zona de livre comércio, em comunhão com o projeto da atual equipe econômica brasileira. Nesse formato, o Brasil poderia negociar acordos individualmente.

O Mercosul é uma união aduaneira, o que significa que tem tarifas uniformes para produtos importados de fora do bloco, A tarifa externa é a principal dificuldade para a negociação de acordos comerciais, pois os sócios querem proteger diferentes setores.

O principal ponto de interesse do governo brasileiro é o acordo do Mercosul com a União Européia. Os ministros avaliaram que, em qualquer cenário, o que foi acertado no passado deverá ser mantido. Inclusive o cronograma de abertura comercial.

O acordo está em fase de tradução e revisão jurídica. Após essa etapa, deverá ser assinado e remetido aos Legislativos, 0 governo da Argentina informou que assinará e enviará o acordo ao Congresso.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino