Grupo chinês quer assumir três obras em São Paulo

Grupo chinês quer assumir três obras em São Paulo

O grupo chinês CR20 anunciou nesta quarta (7) o interesse em três obras prioritárias do governo de São Paulo, que têm custo total de pelo menos R$ 22 bilhões.

“Temos confiança na parceria”, disse o presidente do gigante de infraestrutura, Deng Yong, que assinou protocolo de entendimento com o governador João Doria (PSDB).

As obras são a retomada da linha 6-laranja do Metrô de São Paulo (R$ 12 bilhões), o trem intercidades entre São Paulo e Americana (R$ 6 bilhões, talvez R$ 7 bilhões) e a despoluição o rio Pinheiros (R$ 4 bilhões).

Todas as licitações para as PPPs (Parcerias Publico-Privadas) devem estar em prontas até 2020, e o cronograma de obras se estende por até cinco anos. O interesse nas duas últimas já havia sido divulgado.

Apesar de ser só um memorando, o anúncio teve pompas de formalidade na sede da CR20 em Xian. Não menos pelo entusiasmo dos paulistas com o modelo chinês de participação em grandes obras.

“Chinês não faz aditivo”, disse Doria. “O financiamento, o projeto e a execução são feitas pelo mesmo grupo”, afirmou o secretário Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos).

Ele crê que os maiores competidores dos chineses serão consórcios financiados por europeus, japoneses e talvez americanos, mas com composições diversas. Perguntado sobre quem poderia competir, Deng disse, rindo: “Eu mesmo”.

A CR20 atua em 14 países e é subsidiária de uma das maiores empresas do mundo, a CRCC, que começou como uma estatal ferroviária e hoje abarca obras de infraestrutura de todo tipo

Segundo o secretário Henrique Meirelles (Fazenda), há espaço fiscal e previsão já contratada, no cão da linha 6 de R$ 1,9 bilhão, para que o estado cumpra com sua parte nas PPPs —até 50% do investimento.

O estado, ainda que não esteja on as contas em situação de penúria, herdou R$ 10 bilhões de rombo de caixa e foi obrigado a contingenciar recursos neste ano.

A entrada do chineses como interessados é o mais vistoso troféu que Doria obteve na viagem até aqui.

Sua equipe tem um programa de desestatização de R$ 37,6 bilhões em diversas áreas, que foi apresentado em uma série de seminários em Pequim e Xangai, onde será aberto na sexta (9) um escritório de representação comercial do estado.

Do lado privado, as 31 empresas representadas na comitiva de Doria foram mais para ouvir. Na sede do escritório de advocacia Linklaters, por exemplo, receberam o relato de como a insegurança jurídica brasileira  assusta investidores.

Para Wilson Mello, presidente da agência de investimento de São Paulo, o escritório a ser mantido pelas empresas e o governo chinês tentará encurtar o espaço entre os mercados.

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