Governo federal está lento, diz Meirelles

Governo federal está lento, diz Meirelles

Falta rapidez no socorro, diz ex-ministro; governo de SP ouve queixa sobre bancos

Nos últimos dias, o governo de São Paulo tem ouvido cli entes de fauncos reclamarem de juros em alta e da redução da o/erta de crédito da dificuldade crescente de conseguir empréstimos a taxas e prazos suportáveis, em fim.
O governador do estado, João Doria, e seu secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, conversaram com os bancos a respeito, segundo o próprio Meirelles, ex-ministro da Fazenda, ex-presidente do Banco Centrai e ex-banqueiro.
O que os bancos disseram? Meirelles não se estende sobre o assunto. Em resumo, disse ram um `não é bem assim´.

`Levamos a preocupação, as queixas sobre cortes de linha de crédito etc. Não temos os dados, claro. O Banco Central tem, em tempo real, pode saber o spread, a oferta de crédito. Mas deve haver uma da contração de crédito com urnu crise deste tamanho` diz Meirelles.

Na sexta/eira passada (27), o governo federal anunciou que pretende criar uma linha de crédito de R$ 40 bilhões pura pequenas e médias empresas, dos quais ES 34 bilhões sairiam do Tesouro, daconta do governo federai (que vai fazer dívida para emprestar esse dinheiro, por meio de bancos comerciais, que entrariam com os outros RS 6 bilhões). A taxa de juros seria 3,75% ao ano, com carência de ó meses e prazo de pugumento de 36 meses.
Meirelles diz que `a direção geral dosplanos federais me parece correta, para ajudar informais, mais pobres, empresas. Mas não adianta ter idei as, épreciso implementação. O governo está lento
O pacote de crédito é suficiente? `Não deve ser suficiente, mas isso se deve avaliar mais adiante. Reitero: o problema agora é antes de mais nada de implementação, de regulação imediata das medidas, de fazer o d inhe iro che garaos bancos, às empresas. É umaquestão de dias, de dois dias, não se pode esperar uma semana, muito tempo. Com o progrumaemandamento, vamos descobrir o que mais tem de ser feito.

` O tamanho das necessidades de crédito barato, bancado pelo Tesouro, depende também da duração das restrições decorrentes da epide mia, dizo secretário paulista.
`Como saber se é suficiente sem saber quanto isso vai durai; por exemplo? 0 que está claro é que precisamos ajudar as empresas a atravessar a crise, manter os empregos, e criar condições para a re tomada. Se houver muito de semprego e um número muito grande de empresasem recuperação judicial (sob risco iminente de quebrar), a economia vai se recuperar muito lentamente. A crise se estende` diz.

O que mais é possível fazer? Meirelles repete que, primeiro, épreciso normatizare implementar as idéias novas que têm sido levantadas para aumentara oferta de crédito (linhas com dinheiro do Tesouro, compras de dívida privada pelo Banco Central etc.). Isso desafogaria um pouco as empresas e `faria pressâo` sobre os bancos.

Segundo, taI vez seja o caso de acionar os bancos federais (Banco do Brasil, Caixa). `O Brasil tem grandes bancos públicos. Outras economias importantes não têm. O governo pode recorrer u eles paru aumentar a pressão competitiva, ofertundo fmaisj crédito. Como foi feito em 2008 (Meirelles era então presidente do BC, cargo que ocupou durante o governo Lula, de2003-2010].

Mas os bancos públicos não vão correr os mesmos riscos que os bancos privados tentariam evitar; a grande inadimpiência? Meirelles diz que há risco, mas que foram contornados na crise de 2008-2009 no Brasil, no que diz respeito a inadimplência.

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