Governo aposta em testes gratuitos e padronização para garantir fluxo na fronteira

Governo aposta em testes gratuitos e padronização para garantir fluxo na fronteira

O governo federal aposta na estratégia de aplicar testes gratuitos de covid-19 em caminhoneiros e no convencimento de países vizinhos em padronizar os protocolos sanitários na fronteira para garantir fluxo de exportação pelo modal rodoviário.

Em reunião por videoconferência marcada para a tarde de amanhã, integrantes do governo brasileiro vão defender a adoção de “parâmetros uniformes” por Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai — países signatários do Acordo Sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT). “A ideia é alcançar protocolos mais uniformes e convergentes possíveis”, informou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em posicionamento enviado ao Valor.

A agência classifica a estratégia de convencimento como uma “tarefa árdua”, ao levar em consideração que é preciso construir consenso entre os sete países. O encontro entre as autoridades, marcado para às 16 horas, conta com o apoio da Associação Latino Americana de Desenvolvimento e Integração (Aladi), que funciona como secretaria geral do Atit.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os países membros da Atit deverão, amanhã, apresentar suas posições sobre a proposta brasileira. Em nota, o Itamaraty informou que o Brasil sugeriu, em 6 de maio, diretrizes sobre as “exigências sanitárias de tripulantes do transporte internacional de cargas por via rodoviária no contexto da pandemia do novo coronavírus”.

Testes gratuitos
A Casa Civil confirmou que o governo mantém tratativas com o setor privado para apoiar, por meio de doações, o plano de testagem voltado para caminhoneiros do transporte internacional, especialmente entre o Brasil e a Argentina — principal parceiro comercial na região.

Além das negociações em âmbito internacional e com o empresariado nacional, o Itamaraty informou ainda que “há tratativas em curso” com os governos do Acre, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como com autoridades municipais dos principais pontos de passagem fronteiriços com o Peru e Argentina. A negociação também vai no sentido de viabilizar “a realização gratuita de testes RT-PCR em caminhoneiros que transportam exportações brasileiras destinadas a Argentina, Chile e Peru” — países que exigem a apresentação de resultados negativos para cruzar a fronteira.

“Face à urgência do tema, alternativas têm sido elaboradas para que o material possa ser coletado ao longo dos principais corredores logísticos, em pontos estrategicamente discutidos e previamente localizados, de forma que os resultados dos testes lhes sejam entregues tempestivamente e a viagem possa prosseguir sem grandes interrupções”, informou a ANTT, por meio de nota. A agência ressaltou que a expectativa é de que os testes sejam realizados gratuitamente.

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