FMI chega à Argentina para negociar novo acordo com governo de Fernández

FMI chega à Argentina para negociar novo acordo com governo de Fernández

18:43 - O país deve US$ 44 bilhões ao Fundo Monetário Internacional, no âmbito do acordo costurado em 2018 pelo governo do ex-presidente Mauricio Macri

Uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou nesta terça-feira (6) à Argentina para avançar na negociação de um novo programa que permita o país renegociar suas condições de pagamento da dívida com o Fundo. A Argentina deve US$ 44 bilhões ao FMI, no âmbito do acordo costurado em 2018 pelo governo do ex-presidente Mauricio Macri com o

Julie Kozak, diretora adjunta do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, e Luis Cubeddú, chefe da missão para a Argentina, lideram a delegação em Buenos Aires. O grupo foi recebido com protestos de manifestantes que gritavam “A dívida é com o povo”, segundo a agência Associated Press.

Kozak e Cubeddú se reunirão com o ministro da Economia argentino, Martín Guzmán, e com o presidente do Banco Central da Argentina, Miguel Pesce. Também terão encontros com membros do Congresso, empresários e representantes da sociedade civil.

“Não fomos à Argentina com a ideia de que ‘bem, vejamos como podemos cortar ainda mais o gasto nessas circunstâncias’”, disse a diretora-gerente do Fundo, Kristalina Georgieva, em entrevista à CNN em espanhol. “A Argentina foi atingida duas vezes. Uma pelas dificuldades econômicas, o aumento da pobreza, a inflação a as medidas que foram tomadas par

O governo do presidente Alberto Fernández busca renegociar as condições de pagamento de US$ 44 bilhões que foram desembolsados no acordo “stand by”. Em entrevista ao Valor, em junho, Guzmán disse que a Argentina buscaria novo acordo para ficar três anos sem pagar principal e juros ao Fundo.

A chegada do FMI a Buenos Aires ocorre depois de a Argentina ter alcançado um acordo para reestruturar US$ 65 bilhões de sua dívida externa com credores privados.

O governo argentino, no entanto, vive forte desconfiança de investidores e tenta conter a fuga de capitais e queda de reservas internacionais do BC argentino. Nas últimas semanas, o governo apertou os controles cambiais e reduziu impostos de exportação de itens agrícolas.

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