Fernández vem ao país para cúpula do Mercosul

Fernández vem ao país para cúpula do Mercosul

Será o primeiro encontro de trabalho entre o presidente argentino e Jair Bolsonaro

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, vai vir ao Brasil no mês que vem para participar da reunião de cúpula do Mercosul. Será o primeiro encontro de trabalho dele com o presidente Jair Bolsonaro.

Os dois conversaram muito rapidamente em Roma, no fim de outubro, durante a cúpula do G20. O encontro não passou de um aperto de mãos e uma troca de palavras, com pose para fotografia e Bolsonaro dizendo que “rivalidade [entre os dois países] só no futebol”.

A vinda de Fernández foi confirmada pelo embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, em declarações à agência de notícias estatal Télam. “Será uma oportunidade de aprofundar as relações”, afirmou.

A reunião de presidentes do Mercosul está prevista para a terceira semana de dezembro, em Brasília. Antes disso, algumas autoridades de primeiro escalão na Argentina vêm ao Brasil.

O secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Beliz, chegará à capital brasileira no dia 1º de dezembro para encontrar-se com seu homólogo no Palácio do Planalto, almirante Flávio Rocha. Em seguida, será a vez de uma reunião entre os dois ministros da Agricultura de cada país - Julián Domínguez (Argentina) e Tereza Cristina (Brasil).

Uma das prioridades da Casa Rosada é avançar nas discussões de um gasoduto para ligar as jazidas de “shale gas” de Vaca Muerta ao Rio Grande do Sul.

De acordo com Scioli, será “a obra binacional mais importante da história”. Segundo ele, a expectativa é que os trabalhos possam “começar a concretizar-se antes de 2023”.

A relação Bolsonaro-Fernández tem sido marcada por troca de farpas desde a eleição do argentino, em 2019, contra Mauricio Macri - apoiado pelo governo brasileiro. Scioli destacou, no entanto, que o ambiente já melhorou e hoje é outro.

“Estou encarando a segunda etapa da minha gestão como embaixador aqui [no Brasil], buscando estritamente um salto comercial, depois de ter conseguido, em uma primeira etapa, apaziguar a relação política com o Brasil, que estava em um momento de desencontro quando chegamos”, afirmou.

“A missão que me encomendou o presidente Alberto Fernández foi ter a melhor relação possível com o governo Bolsonaro”, concluiu

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