Fernández diz que não se deve escolher entre vida e economia ao enfrentar a covid-19

Fernández diz que não se deve escolher entre vida e economia ao enfrentar a covid-19

Presidente da Argentina afirmou hoje no Fórum de Davos virtual

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou hoje no Fórum de Davos virtual que, em meio à pior crise sanitária dos últimos tempos, a opção não é a vida ou a economia, e “sim a vida com mais e melhor economia”.

Fernández foi a principal voz da América Latina nesse Davos virtual. O presidente Jair Bolsonaro não quis participar. O presidente da Colômbia, Iván Duque, também falou hoje, afirmando a participantes que seu país quer ser o “Silicon Valley da América Latina”, focado na inovação.

Em seu pronunciamento, o presidente argentino defendeu um novo tipo de capitalismo, inclusivo e sustentável. Qualificou o setor privado de “sócio essencial”. Ao mesmo tempo, destacou que a presença do Estado é central para evitar abusos e reduzir as enormes desigualdades.

Fernández defendeu a vacina contra o covid-19 como um bem público global. Falou do acordo com o México para produção da vacina da AstraZeneca para exportação para outros países da região.

Também destacou que a economia argentina está se recuperando da pandemia. Exemplificou que em novembro a capacidade produção já tinha se recuperado em 87%.

Sobre a negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), declarou que “as condições do acordo incorporarão novas perspectivas econômicas e necessidades especificas da economia local”. O programa que for acertado com o Fundo será enviado ao Parlamento.

Segundo ele, a renegociação de um acordo com o FMI não “terá mais espaço para ajustes econômicos irresponsáveis e impossíveis de serem cumpridos”.

“O mundo mudou e enfrenta o problema da pandemia, e a Argentina precisa de tempo para voltar a produzir, exportar, acumular dólares e respeitar os compromissos”, acrescentou.

Reclamou de endividamento “tóxico e irresponsável” acumulado no governo anterior, de Maurício Macri. E contou que nos últimos 130 anos, a Argentina só teve cinco anos consecutivos com superávits fiscal e comercial. E que isso coincidiu quando ele era chefe de gabinete da presidência da República.

Fernández disse que a Argentina está comprometida em impulsionar o Mercosul para uma agenda que aprofunde a interação com os EUA, Europa e Ásia. E que quer integrar mais seu país nas cadeias globais de valor.

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