Fernández amplia dianteira sobre Macri

Fernández amplia dianteira sobre Macri

Argentina Pesquisas indicam vantagem cie 20 pontos do candidato kirchnerista; analistas acham plausível

A vantagem do candidato kirchnerista Alberto Fernández sobre o presidente Maurício Macri parece estar crescendo em relação às prévias partidárias, segundo pesquisas e analistas argentinos. Isso implicaria numa vitória de Fernández já no primeiro turno.

A mais recente pesquisa de intenção de voto o coloca 20 pontos à frente. Segundo a pesquisa da consultoria Federico González y Asociados, Fernández tem 53,8% das intenções de voto para o primeiro turno, em 27 de outubro.

Macri tem 32,9%, e há 6,8% de indecisos. A diferença entre eles é de 20,9 pontos, maior que a dianteira de 15,5 pontos que Fernández teve nas prévias. A margem de erro da pesquisa é de 2,7 pontos. Outra pesquisa, do Centro de Estudos de Opinião Pública para o jornal `Página 12`, divulgada no domingo, mostra Fernández com 53,2% e Macri com 32,8%.

Apesar de as pesquisas terem errado nas prévias, ao indicarem empate técnico ou pequena vantagem de Fernández, para o analista político Sérgio Berensztein essa diferença atual é verossímil e se deve principalmente ao resultado inesperado das prévias e à má reação do mercado nos dias seguintes, com forte desvalorização do peso.

`Se isso se manterá ou não, dependerá muito da economia e de como serão as campanhas`, afirma. Raul Aragón, da consultoria Raul Aragón & Asociados, acredita que a diferença entre Fernández e Macri deve crescer até outubro. Primeiro, argumenta ele, porque na eleição de fato não são contabilizados os votos ein brancos, como nas prévias.

`Se as prévias descartassem os votos em branco, Fernández teria chegado a 49%.`. Segundo, diz Aragón, mais eleitores costumam votar no primeiro turno do que nas prévias. `Em 2011 houve 256 mil votos (1,13%) a mais no primeiro turno do que nas prévias. Em 2015, foram 2 milhões devotos (8,53%) a mais. Não sabemos como será neste ano.

Uma diferença grande poderia indicai- a tentativa de garantir que Macri perca no primeiro turno.` Uma vantagem maior de Fernández sobre Macri é plausível, diz Rafael Gentili, do Laboratório de Políticas Públicas, pois os argentinos creem cada vez menos nas explicações de Macri sobre a crise e estão cansados da polarização na qual o governo insiste.

`Além disso, Fernández conseguiu atrair eleitores de centro, e isso pode se aprofundai- no primeiro turno.` Segundo pesquisa do Clivajes Consultores, divulgada no sábado, só 9,45% dos eleitores que votaram nas prévias pensam em mudar o voto no primeiro turno.

No universo de eleitores que votaram no exministro da Economia Roberto Lavagna, que ficou em terceiro lugar, esse percentual sobe para 25,7%. O diretor de um instituto de pesquisa na Argentina afirmou que a vantagem de Fernández tende a crescer depois das prévias porque o vencedor sai com uma imagem melhor da votação e porque o governo tem se comunicado com os argentinos de maneira confusa.

`Macri precisa transmitir mais mensagens assertivas, que passem a idéia de ordem. Nesses últimos dias só vimos desordem`, diz. Anclrei Roman, da consultoria Atlas Político, acredita, no entanto, que a diferença entre Fernández e Macri deve diminuir em outubro.

`Houve maior mobilização por parte do eleitorado kirchnerista e menor pelo lado macrista. Quem não quer a volta do kirchnerismo ao poder pode deixar de votar nas prévias porque sabe que elas não são definidoras. Mas não deixará devotar no primeiro e segundo turnos. Se isso acontecer, a diferença diminui.`

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