Falo o que Bolsonaro não fala, afirma Mourão

Falo o que Bolsonaro não fala, afirma Mourão

Em encontro com senadores em Washington, vice é questionado sobre se presidente é realmente um democrata

Em seu último evento público nosEUA, nesta terça-feira (9), em Washington, o general Hamilton Mourão afirmou que não é fácil ser vice-presidente e se definiu corno uma espécie de escudo e espada de Jair Bolsonaro, para defender, atacar e falar o que o presidente não está autorizado a fazer.

`Você tem que ter disciplina intelectual para entender as necessidades do presidente. Eu olho para mim mesmo como uma figura complementar. Coisas que ele não quer falar, me diga, ok, eu vou lá efalo`, disse Mourão em palestra no Brazil Institute, do Wilson Center.

`Eu me sinto como o escudo e espada do presidem te. Eu posso defender quan do ele precisa ser defendido e posso atacar antes que ele precise atacar`, completou.

Pela manhã, logo no início de uma reunião com quatro senadores americanos Mourão precisou defender Bolsonaroeresponderse opresidente é realm ente um democrata.

Mourão respondeu ao democrata Bob Menendez, de oposição ao presidente dos EUA, Donald Trump, que Bolsonaro respeita a Constituição e o sistema eleitoral do pais.

`Deixei claro que ele ê um homem que está pensando nas próprias gerações, e não nas próximas eleições e que ele respeita totalmente nossa Constituição, nossas instituições e o sistema que temos no Brasil`, afirmou.

A reunião aconteceu 110 gabinete do republicano Marco Rubio, principal voz no Congresso dos EUA em assuntos sobre América Latina e grande defensor da aproximação com o Brasil. Rubio defende uma abordagem mais dura à ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Mais uma vez, esse foi o tema principal da conversa do vice-presidente nos EUA.

Segundo o general, Rubio não pediu um endurecimento da posição do Brasil em de relação a Maduro e também `não reclamou` quando ele afirmou que, ao Brasil e aos EUA, cabe apenas fazer pressão política e econômica a militar ê tarefa das Forças Armadas venezuelanas.

`Expresso a nossa posição de manter pressão política e econômica e a questão das Forças Armadas venezuelanas terem condição de neutralizar as milícias e os coletivos por lá`, disse.

Na segunda{8), o general se reuniu com Mike Pence, vicepresidente americano, também para tratar de Venezuela, e descartou qualquer tipo de ação além da ajuda humanitária na fronteira.

Após a reunião de terça, Rubio afirmou, via assessodo ria, que vai continuar trabalhando `com nossos aliados no Brasil para restabelecer a democracia na Venezuela`.

O encontro de Mourão com parlamentares dos partidos Republicano e Democrata foi visto como um movimento de contraponto à Bolsonaro.

Em março, o presidente solicitou um encontro com a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, líder de oposição a Trump. A reunião, porém, não aconteceu segundo o gabinete de Pelosi, porque o Congresso estava em recesso.

Autoridades americanas dizem que o roteiro de Mourão está sendo observado com atenção.

Empresários e integrantes do governo dos EUA consideram pouco comum um vice viajar ao país tão pouco tempo depois de um presidente ter passado por lá.

No bipartidarismo americano, é desejável o diálogo com ambos os lados para que se tenha uma relação política e diplomática eficaz.

Marina Dias y Patrícia Campos Mello

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino