Exportações para países do Mercosul aumentam 23,6%

Exportações para países do Mercosul aumentam 23,6%

25/12 - Melhora econômica dos vizinhos ajuda a explicar crescimento das vendas após cinco anos de resultados fracos Após cinco anos de redução ou avanços modestos, o comércio com o Mercosul voltou a dar sinais de vitalidade.

De janeiro a novembro, as exportações do Brasil para os países sócios cresceram 23,6%, taxa maior do que a do conjunto dos mercados: 18,2%. `O comércio dentro do bloco foi reativado`, confirma o secretário de Comércio Exterior, Abrão Árabe Neto. `E éum comércio de pauta nobre, porque 89% das nossas exportações para o Mercosul são de manufaturados.` As vendas de produtos industrializados para Argentina, Paraguai e Uruguai avançaram 28,3%. Dois fatores explicam esse bom desempenho.

O principal é que as economias dos países vizinhos estão crescendo. O outro, a volta da `pegada` econômica do Mercosul, após uma década e meia tratando basicamente de temas políticos. Neste ano, a Argentina deve crescer 2,5%, o Uruguai deve avançar 3,5% e o Paraguai, 3,9%, confo rme projeções do FMI. Com o aumento no desequilíbrio do comércio do bloco, o Brasil já tem sido cobrado nas mesas de negociações a aumentar suas importações. Para Abrão, o equilíbrio deve voltar em 2018. Com uma perspectiva de crescimento mais forte, a aposta é de que o Brasil comprará mais dos países vizinhos,

Comércio no bloco ainda tem barreiras Apesar de na teoria o comércio ser livre no Mercosul, na prática a venda de mercadorias como açúcar e automóveis ainda tem entraves, pág. bi Mercado comum. De janeiro a novembro deste ano, exportações do País para os sócios do bloco cresceram 23,6%, acima dos 18,2% registrados pelas vendas externas totais; expansão das economias de Argentina, Paraguai e Uruguai explica melhora do desempenho Após 5 anos, comércio do Brasil com países do Mercosul volta a avançar

Depois de cinco anos de redução ou de avanços modestos, o comércio com o Mercosul voltou a dar sinais de vitalidade. De janeiro a novembro deste ano, as exportações do Brasil para os países sócios cresceram 23,6%, uma taxa maior do que a do conjunto dos mercados: 18,2%.

`O comércio dentro do bloco foi reativado`, afirmou ao Estado o secretário de Comércio Exterior, Abrão Árabe Neto. `E é um comércio de pauta nobre, porque 89% das nossas exportaçõesparao Mercosul são de manufaturados.` As vendas de produtos industrializados para Argentina, Paraguai e Uruguai avançaram 28,3%, quase o triplo dos 10,4% registrados no total do Brasil.

Por trás desse desempenho há dois fatores. O principal é que as economias dos países vizinhos estão crescendo. O outro, a volta da `pegada` econômica do Mercosul, depois de uma década e meia tratando basicamente de temas políticos.

Neste ano. Argentina deve crescer 2,5%, U ruguai, 3,5% e Paraguai, 3,9%, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com as economias mais fortes, eles aumentaram suas importações, principalmente do Brasil.

`Adinãmicado comércio responde ao ciclo econômico dos países`, comentou o gerente de Negociações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrizio Panzini. `Voltando o crescimento no Mercosul, a expectativa é que o comércio cresça, por ser uma região integrada.`

Com a Argentina, o Brasil acumulou um superávit recorde de US$7,4bilhões este ano,basicamente com a venda de automóveis. `É muito`, disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. `Proporcionalmente, é como se nós tivéssemos um déficit de US$ 30 bilhões.`

O desequilíbrio no comércio causa desconforto, reconhece uma fonte do governo. O Brasil tem sido cobrado nas mesas de negociações a aumentar suas importações.

Para Abrão, o equilíbrio deve voltar em 2018. Com uma perspectiva de crescimento mais forte, o Brasil deve comprar mais dos países vizinhos.

É quase certo que as montadoras brasileiras aumentarão suas importações daArgentina, disse Castro. Pelo acordo automotivo vigente entre os dois países, elas prec isarão fazer i s so p ara não ter de pagar impostos sobre os carros que exportaram para lá neste ano. Contraponto. O crescimento na venda de manufaturados é um ponto positivo, mas o presidente da AEB alertou que os produtos brasileiros só têm fôlego para serem vendidos na região. `N ós não temos preço para vender para os grandes mercados`, afirmou. `Daí a importância de fazermos nossas reformas estruturais.`

Fato muito destacado pelas autoridades que participaram da reunião de cúpula do Mercosul, na quinta-feira passada, em Brasília, a retomada da agenda econômicadobloco também teve seu papel no crescimento do comércio. No início do ano, foram identificadas 78 barreiras ao comércio dentro do bloco. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, informou que 86% delasjáhaviam sido removidas.

`Estamos vendo uma recuperação`, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. `Vamos terminar o ano com u m crescimento em torno de 9,5%, o que é um pouco acima de nossas previsões, e as exportações serão recorde.`

A melhora é notada também no setor de calçados, que em 2016 ainda amargava dificuldades para internar seu s produtos na Argentina. `Não houve obstáculo maior para a entrada de nossos produtos`, informou o presidente daAssociação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein. A Argentina foi um dos poucos mercados onde houve aumento dasvendas do setor. Aparticipação do produto brasileiro naquele mercado passou de 29% para 34%, enquanto o produto chinês recuou de 23%para 20%.

`O Mercosul estava travado como acordo e como funcionalidade`, disse o presidente daAssociação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. Com o alinhamento dos países em busca de mais comércio, o bloco ganhou uma agenda mais efetiva. `É uma velocidade que não se via há tempos`, afirmou. `Agora o Mercosul está com uma pegada mais adequada.`

Comércio com ´hermanos´ ainda enfrenta barreiras BRASÍLIA Na teoria, o Mercosul é uma associação entre quatro países na qual o comércio é livre. Naprática, as mercadorias enfrentam todo o tipo debarreiraeo protecionismo ainda dá as cartas.

Prova disso é o açúcar, que desde a criação do bloco é uma exceção. O comércio desse produto não é livre, por pressão de produtores argentinos que não querem competir como produto do interior de São Paulo. `Eu disse que essa situação é inaceitável`, citou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após a reunião de cúpula do Mercosul.

Para superar o problema, o Brasil propôs incluir o açúcar no livre-comércio, com compromisso das usinas de não vender o produto na Argentina. `Eu não quero vender açúcar lá. Quero que o açúcar entre no livre-comércio do Mercosul para eu podervender na União Européia quando o acordo com eles for concluído.` Na semana passada ainda não havia resposta.

Outra exceção ao livre-comércio no Mercosul são os automóveis. As transações são reguladas por acordos do Brasil com a Argentina e com Uruguai.

O Brasil tenta fechar acordo com o Paraguai, mas antes quer eliminar um problema: o país permite a importação de carros u sados, o que atrapalha o produto brasileiro. Segundo fonte do governo paraguaio, a intenção é anunciar em abril acordo para reduzir a importação gradualmente, até zerar em cinco anos.

Outro tema tratado na reunião de cúpula foi a decisão do Uruguai de cobrar taxa consular de 2% sobre a entrada de mercadorias. É uma medida contrária ao livre fluxo de comércio, e não foi bem recebida pelos sócios. O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, disse que a medida é temporária e de caráter fiscal.

`O Mercosul avançou nas questões tarifárias, mas as barreiras não tarifárias precisam de atenção`, disse ogerente de Negociações Internacionais da CNI, Fabrizio Panzini. `Esse é um tema cada vez mais importante.` O bloco tenta se entender, por exemplo, quanto às exigências governamentais para liberar a entrada do produto.

Por exemplo, um carro vendido no Brasil deve ser adaptad o para entrar na Argentina. `Nesse campo, a assimetria é grande.` / l.a.o. União. Dirigentes dos países do bloco após reunião de cúpula

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino