Expansão de área exige importação recorde de fertilizantes e de agrotóxicos

Expansão de área exige importação recorde de fertilizantes e de agrotóxicos

Compras externas de adubo superam em 55% as de setembro de 2020; nos agroquímicos, alta é de 21%.

O ritmo das importações brasileiras de insumos agrícolas deste início de mês indica que o volume de setembro atingirá patamares recordes.

As compras externas de agrotóxicos apontam para 55 mil toneladas neste mês, enquanto a de fertilizantes deverá superar 5 milhões, conforme os dados semanais preliminares apurados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

O ritmo poderá desacelerar na segunda quinzena do mês, mas mostra que as indústrias estão se preparando para a nova safra recorde que vem pela frente.

Cálculos do mercado indicam que as áreas de soja e de milho deverão aumentar 3,7 milhões de hectares, em relação à safra anterior. Os mais otimistas apostam em uma evolução superior a 4 milhões de hectares.

Com os bons preços e a forte demanda por commodities, os produtores vão dedicar mais de 40 milhões de hectares para a soja e próximo de 22 milhões para o milho na safra 2021/22.

Esse aumento não significa, no entanto, a abertura de novas áreas. O milho, em alguns estados, avança um pouco sobre o espaço da soja no verão, e a oleaginosa ocupará áreas de pastagens. No inverno, o milho cresce sobre as áreas deixadas pela soja.

A boa notícia é que, com o avanço da área, o país poderá beirar os 300 milhões de toneladas de grãos pela primeira vez. Esse volume depende, porém, do clima, que está favorável neste início de plantio.

Dados já consolidados pela Secex indicam que as importações de adubos, por dia útil, somam 252 mil toneladas até a segunda semana deste mês, com aumento de 55% em relação a igual período do ano passado.

No mesmo período, a compra externa de inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas etc., classificados pelo Ministério da Agricultura como agrotóxicos, soma 2.633 toneladas por dia útil, 21% a mais do que em setembro de 2020.

Com a consolidação do avanço de área de plantio no Brasil, as compras externas de insumos vêm registrando patamares recordes nos anos recentes.

De janeiro a agosto, as importações de adubos somaram 24,8 milhões de toneladas, com gastos de US$ 7,5 bilhões (R$ 39,4 bilhões). Já as compras de agroquímicos atingiram 223 mil toneladas, com despesas de US$ 1,93 bilhão (R$ 10,1 bilhões).


Recuperação O quadro de trabalhadores no agronegócio somava 18 milhões de pessoas no segundo trimestre deste ano. Esse número mostra uma recuperação em relação aos 16,7 milhões do mesmo período do ano passado, quando o país atravessava um dos piores momentos da pandemia. Os dados são do Cepea.

Mês histórico Setembro poderá se confirmar com um período ímpar para as exportações de proteínas. As vendas externas das carnes suínas e de aves estão 61% superiores às de igual mês de 2020.

Mês histórico 2 A evolução no setor de carne bovina é ainda maior, com alta de 83%. São 12 mil toneladas exportadas diariamente. Esse volume, no entanto, não deverá se sustentar devido às barreiras colocadas por alguns países, após os dois casos atípicos de vaca louca no Brasil.

Drones O uso desses equipamentos aumenta na pulverização agrícola, e se dá devido às vantagens comparativas com outras práticas, segundo Giovani Amianti, da XMobots.

Drones 2 Rapidez, mapeamento da plantação, detecção de ervas daninhas e economia de insumos são motivos dessa evolução, segundo o executivo. A XMobots tem atualmente o agronegócio como principal destino das tecnologias desenvolvidas pela empresa, afirma.

Suco O estoque brasileiro deverá recuar no final de safra, em junho de 2022. Na avaliação da CitrusBR (Associação Nacional das Indústrias Exportadoras de Sucos Cítricos), ficará entre 170 mil a 190 mil toneladas. Se confirmados, esses volumes estarão inferiores aos 317 mil de 30 de junho último.

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