EUA devem anunciar nova doação de vacinas ao Brasil em até 15 dias

EUA devem anunciar nova doação de vacinas ao Brasil em até 15 dias

16:50 - Imunizantes serão da Pfizer ou da Janssen; quantidade e data exata de envio ainda não estão definidas

O governo dos EUA deve anunciar a doação de mais uma leva de vacinas contra Covid ao Brasil nos próximos 15 dias. Pessoas que participam das negociações dizem que os imunizantes serão da Janssen, de aplicação única, ou da Pfizer, que demanda duas doses —ambos foram aprovados para uso nos dois países.

Negociadores afirmam que o envio deve ser feito via doação direta, mas ainda não há confirmação sobre a data e a quantidade específica de doses que chegarão ao Brasil. Se for confirmada nos termos das atuais tratativas, essa será a segunda doação direta de vacinas feita pelo governo americano aos brasileiros.

Em 23 de junho, a Casa Branca anunciou o envio de 3 milhões de doses da Janssen, que já chegaram ao Brasil e começaram a ser aplicadas.

No dia 4 de julho, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta a Joe Biden para agradecer o envio das vacinas e parabenizar os americanos pelo Dia da Independência do país, comemorado naquela data.

As novas vacinas devem ser despachadas saindo da Flórida, com chegada ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e transporte feito pela companhia aérea Azul, que ofereceu o serviço ao governo brasileiro da primeira vez e poderia repetir o traslado. Caso a empresa não esteja disponível, o Brasil deve utilizar aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira).

As primeiras 3 milhões de doses foram o maior número de vacinas enviadas pelos EUA para qualquer país até agora de forma direta —ou seja, fora do escopo do Covax, iniciativa vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição de imunizantes a nações em desenvolvimento.

A negociação para a nova doação está sendo feita diretamente entre Casa Branca e governo brasileiro, que fez o primeiro contato em busca de vacinas em março, após o pedido de outros líderes da região.

Questionado pela Folha, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, no entanto, não confirmou o anúncio de envio direto de mais vacinas ao Brasil, mas disse que o país “é um importante parceiro” e que os EUA planejam fazer, de maneira geral, “doações de doses adicionais ao longo dos meses de verão", o que significa julho e agosto no hemisfério Norte.

“Nossos princípios são padronizados e transparentes [para as doações], e isso inclui maximizar o número de vacinas seguras e eficazes disponíveis de forma equitativa para o maior número de países e para aqueles que estão sob maior risco”, disse Price.

O Brasil tem se apresentado como possível receptor de cerca de 20 milhões de doses que estão nos estoques americanos e devem perder a validade em setembro. Esses imunizantes seriam distribuídos via Covax, mas o consórcio avisou que não deve ter a logística necessária para enviá-los dentro desse prazo. O Brasil, então, comunicou os EUA que pode receber ao menos parte dessas 20 milhões de doses.

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