EUA acenam com financiamento a rede 5G no Brasil, se Huawei ficar de fora

EUA acenam com financiamento a rede 5G no Brasil, se Huawei ficar de fora

12:43 - Governo americano vem buscando dissuadir outros países de usar equipamento chinês na rede 5G, sob o argumento de que isso permitiria espionagem por parte da China

O embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, disse hoje que os EUA podem ajudar a financiar a rede 5G no Brasil, caso o país opte por outros fornecedores de equipamentos que não a chinesa Huawei. O governo americano vem buscando dissuadir outros países de usar equipamento chinês na rede 5G, sob o argumento de que isso permitiria espionagem por parte da China.

Segundo o embaixador, mudanças recentes na DFC (Development Finance Corporation), a principal entidade dos EUA de apoio ao desenvolvimento, dobraram para US$ 60 bilhões o capital para financiar projetos no exterior e permitiram que o país apoie projetos mesmo que não haja participação direita de empresas americanas.

Com isso, disse Chapman, seria possível aos EUA financiar projetos com a Suécia ou a Finlândia, países-sede das duas principais concorrentes ocidentais da Huawei: a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia.

Até agora, apenas Austrália, Nova Zelândia, Japão e Taiwan, além dos EUA, decidiram proibir a participação dos chineses na construção da rede 5G, que deve revolucionar as comunicações no planeta. Até aliados tradicionais dos EUA, como o Reino Unido, optaram por permitir uma participação limitada de empresas chinesas.

O Brasil ainda não decidiu se permitirá ou não que os chineses forneçam equipamentos para a rede 5G nacional, mas autoridades brasileiras, como o vicepresidente Hamilton Mourão, já disseram que o país deve aceitar a Huawei como um dos fornecedores.

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