Ernesto: Falta estratégia negociadora em acordo Mercosul-UE

Ernesto: Falta estratégia negociadora em acordo Mercosul-UE

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, finalizou dois dias de visita à Argentina classificando como excelentes as reuniões realizadas com o presidente Mauricio Macri e com os ministros Jorge Faurie (Relações Exteriores) e Dante Sica (Produção e Trabalho).

Estamos falando da visita do presidente Jair Bolsonaro à Argentina, estamos procurando uma data para que seja logo, com a perspectiva de consolidar essa relação importantíssima para nós, afirmou. A perspectiva é de que a visita ocorra antes do mês de julho, quando os países membros realizarão a Cúpula do Mercosul.

Araújo disse que o objetivo dos dois países é criar novos instrumentos e ideias, gerando a oportunidade de trabalhar em muitas coisas, e mostrar a permanência desta relação fundamental para nós.

O ministro confirmou que conversou com as autoridades argentinas sobre a flexibilização do Mercosul através da redução da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de produtos extra-zona; a criação de um Tratado de Livre Comércio para o setor de veículos e a inclusão do açúcar na mesa de discussões comerciais. Esses últimos pontos enfrentam uma forte resistência por parte da Argentina.

Falamos bastante sobre isso, mas de uma maneira mais conceitual, não entramos em detalhes técnicos. A ideia desses encontros era de fazer um apanhado geral e estamos marcando reuniões técnicas para discutir os detalhes, disse ele em referência à próxima reunião do Comitê Bilateral de Comércio, prevista para os dias 9 e 10 de maio, em Buenos Aires.

União Europeia

O ministro afirmou que os dois países avançaram sobretudo na percepção de que temos uma ideia muito firme e convergente sobre o futuro do Mercosul, para que funcione como um bloco comercial eficiente e que seja uma plataforma de negociação com terceiros países. Segundo ele, também identificaram nas reuniões o que falta para a concretização do acordo do Mercosul com a União Europeia.

O que nos falta é um pouco de estratégia negociadora, reconheceu, destacando que houve um esforço muito grande do lado da Argentina e do Brasil, e que, agora, falta um pouco do lado europeu para terminar essa fase final do acordo.

Sérgio Amaral

O ministro comentou ainda a saída do embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral. Foi a pedido do próprio embaixador, por questões familiares, que pediu sua remoção para Brasília. Ele fez um trabalho excepcional por ocasião da visita do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos, disse Araújo, completando que ainda não tem definido o nome do substituto de Amaral.

O ministro descartou a existência de um mal-estar no Itamaraty por conta da troca de embaixadores em diferentes postos brasileiros. Não tem desgaste, não. Essas trocas são normais em começo de governo. Na verdade, houve mais trocas de embaixadores no final do ano passado do que agora, argumentou.

100 dias de governo

Sobre os 100 dias de governo de Jair Bolsonaro, Araújo afirmou que o período foi inteiramente positivo porque o Brasil deu um sinal de colocação no mundo com uma nova perspectiva de novos grandes parceiros, ao mesmo tempo mantendo os parceiros tradicionais.

Ele disse que o país ampliou muito o leque de opções, sobretudo em setores como de tecnologia, através de uma aproximação com os EUA e Israel.

Mostramos que nosso sistema tem muito a dar em termos de crescimento para o país, ao mesmo tempo mostrando um novo fôlego do Brasil para atuar nos âmbitos internacionais, ressaltou, considerando que o Brasil voltou a ser uma referência. Araújo disse ainda que falta aprofundar esse projeto e realizar visitas, por exemplo, aos países árabes e à China, ainda neste ano.

 

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