Ernesto Araújo fala de 'agenda robusta' em carta enviada a novo secretário de Estado dos EUA

Ernesto Araújo fala de 'agenda robusta' em carta enviada a novo secretário de Estado dos EUA

28/01 Itamaraty aposta em uma primeira conversa entre os dois em breve

BRASÍLIA - Em mais uma tentativa de aproximação com o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, enviou uma carta ao novo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, nesta quinta-feira. Na correspondência, Araújo ressaltou a "agenda robusta" entre Brasil e EUA. A expectativa é que os dois tenham uma conversa nos próximos dias.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta a Joe Biden, em que destacou que a relação bilateral é longa, sólida e baseada em valores elevados. Entre as convergências, Bolsonaro citiu a defesa da democracia e das liberdades individuais.

Bolsonaro foi um dos últimos chefes de Estado a cumprimentar o novo presidente dos EUA. Aliado de Donald Trump, Bolsonaro só reconheceu a vitória de Biden após a confirmação do resultado pelo Colégio Eleitoral, em 14 de dezembro. O mandatário brasileiro a repetir as falsas alegações de Trump de que as eleições nos EUA teriam sido fraudadas.

Para ter uma boa relação com Washington, a expectativa é que o governo brasileiro comprove, entre outras coisas, que trata com seriedade e responsabilidade o meio ambiente, incluindo medidas severas de combate ao desmatamento. Outro tema delicado é que o governo americano já sinalizou que continuará defendendo o banimento da empresa chinesa Huawei como fornecedora de equipamentos para a rede de telefonia 5G. A China já deixou claro ao governo brasileiro que não admite ser excluída desse serviço no Brasil.

Até o momento, a área técnica do governo trabalha com o leilão de 5G, previsto para o segundo semestre deste ano, sem restrições à Huawei. Nas negociações para que Pequim libere insumos para a produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil, as autoridades brasileiras esclareceram aos chineses que qualquer que seja a decisão, esta será tomada por critérios técnicos, e não políticos.

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