Empresas brasileirasterão ganhos menores em 2022, prevê Moody’s

Empresas brasileirasterão ganhos menores em 2022, prevê Moody’s

Segundo a agência, haverá uma retração diante dos picos recentes, mas a qualidade do crédito, no entanto, vai continuar forte

A agência de classificação de riscos Moody’s afirmou que as empresas brasileiras sofrerãouma queda em seus ganhos ao longo de 2022. Segundo a agência, haverá uma retração diante dos picos recentes, mas a qualidade do crédito, no entanto, vai continuar forte após os ajustes realizados durante a pandemia.

Em relatório sobre a recuperação econômica da pandemia, a Moody’s afirmou que haverá variações na retomada entre as principais economias da América Latina, criando uma recuperação desigual para empresas não financeiras regionais.

“Fatores econômicos vão influenciar na qualidade de crédito das empresas não financeiras latino-americanas até 2022, com perspectivas de fortalecimento em países como Brasil, Chile e México, onde as perspectivas de recuperação se solidificaram, e enfraquecimento em países como Argentina e Peru com maior risco político e política econômica incerta” , disse o diretor administrativo da Moody's, Marcos Schmidt.

Para o Brasil, o relatório destaca que a desvalorização do real e os preços mais altos dos alimentos e do petróleo estão provocando uma política monetária cada vez mais rígida, com o aumento da taxa básica de juros, o que apresenta riscos para as empresas.

As empresas brasileiras também enfrentam riscos crescentes diante da severa crise hídrica e das tensões políticas diante da aproximação das eleições presidenciais de outubro de 2022.

Ainda segundo a Moody’s, os investimentos em infraestrutura vão continuar se expandindo até 2022 em meio a taxas de juros ainda baixas, somadas às privatizações de estatais, leilões de concessão e mudanças regulatórias.

“Após 2022, o investimento corporativo e a atividade de construção dependerão das perspectivas econômicas do Brasil. A construção residencial se expandirá mais lentamente até 2022 em meio a baixas taxas de hipotecas e maior acessibilidade para moradias” , ressalta.

O crescimento da demanda de aço e cimento vai desacelerar à medida que a assistência relacionada à pandemia diminuir, mas a construção residencial firme e o aumento da construção não residencial irão sustentar os preços do aço doméstico em um momento de altos preços internacionais.

A Moody’s apontou que o alcance mais amplo da vacinação aumentará as reservas, receitas e números de voos das companhias aéreas da região, como Azul, Gol e LATAM Airlines. Já a seca do Brasil vai aumentar as necessidades de capital de giro para as concessionárias de energia elétrica, inflando os preços da energia para os consumidores, mas as bandeiras tarifárias diminuirão o impacto para as concessionárias.

“Mesmo se a seca aumentar os riscos do preço da eletricidade, os produtores industriais ainda teriam um desempenho relativamente bom com base na força da demanda, sem racionamento de energia”, aposta a Moody’s.

Commodities
Os preços das commodities vão recuar dos níveis recordes recentes, mas seguirão acima de níveis pré-pandemia, projeta a agência, que enxerga que os preços do petróleo relativamente estáveis permitirão que a Petrobras fortaleça seu balanço patrimonial e se concentre mais em questões ESG, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) permanecerá em níveis de pico para a produtora de produtos químicos Braskem.

“Os preços e o real fraco irão beneficiar produtores de celulose e metais e mineradoras como Suzano e Vale”, completa.

Para o agro, os analistas preveem que os altos preços das commodities até o início de 2022 sustentam o Ebitda para empresas da cadeia produtiva agrícola, uma vez que a seca reduz a produção de milho e cana-de-açúcar. “Os produtores de proteína estão se concentrando em estender os vencimentos da dívida e reduzir custos, ao mesmo tempo em que reduzem a dívida absoluta e aumentam as distribuições de dividendos”, completa.

PIB
“Projetamos que o PIB do Brasil cresça cerca de 5% em 2021, mais do que compensando a contração de 4,4% em 2020, antes de desacelerar para cerca de 2% de crescimento em 2022 devido ao crescente atrito macroeconômico”, completa.

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