Emirados Árabes, Filipinas e Uruguai deverão ser novos sócios do Banco dos Brics

Emirados Árabes, Filipinas e Uruguai deverão ser novos sócios do Banco dos Brics

A pandemia de covid-19 atrapalhou a conclusão das negociações formais. Somente esses três países fecharam o acordo para adesão

Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Uruguai deverão ser os próximos sócios do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos Brics, conforme o Valor apurou.
Na cúpula virtual dos líderes dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, nesta terça-feira, o presidente da China, Xi Jinping, o mais influente na instituição, defendeu que o banco sediado em Xiangai venha a ser "maior e mais forte"

O relato de Troyjo, que assumiu em julho, foi de que “potenciais membros demonstraram forte
interesse em se juntar ao NBD”, o primeiro banco de desenvolvimento de países emergentes.

A expectativa era de que cinco novos sócios fossem anunciados nesta terça-feira, na cúpula do
Brics, presidido neste ano pela Rússia.

Ocorre que a pandemia de covid-19 atrapalhou a conclusão das negociações formais. Somente
três países praticamente fecharam o acordo para adesão. Segundo fontes, a Índia, um dos sócios
fundadores, quer apresentar Bangladesh para entrar no banco. E a África do Sul vê potencial
para atrair um entre três economias - Nigéria, Egito ou Botsuana.

O presidente sul-africano, Cyrus Ramaphosa, defendeu que o alargamento da instituição ocorra
principalmente na África.

No seu comunicado final, os líderes do G-20 apoiaram o processo de expansão de membros do
NBD. Consideram que isso fortalecerá o papel do banco como uma instituição financeira de
desenvolvimento global e contribuirá ainda mais para a mobilização de recursos para projetos de
infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos Estados membros do banco.

Para os líderes, o processo de expansão deve ser gradual e equilibrado em termos de
representação geográfica de seus membros, bem como apoiar os objetivos do NBD de atingir a
mais alta classificação de crédito e desenvolvimento institucional possíveis.

A expansão do Banco do Brics trará maior relevância global para o banco. E vai aumentar e
diversificar a carteira de projetos, inclusive projetos de integração regional. Novos membros vão
aportar capital.

No geral, todos os bancos multilaterais estão falando no momento em aumentar seu capital para,
por sua vez, elevar os créditos para economias devastadas pela pandemia de covid-19.

Em sua intervenção na cúpula dos Brics, Troyjo destacou que, em apenas cinco anos de
funcionamento, o banco já financiou 65 projetos totalizando US$ 21 bilhões. Até o fim do ano, com
novas aprovações de projetos, o montante subirá para US$ 26 bilhões.

Segundo Troyjo, o portfólio do banco está mais equilibrado entre os cinco sócios. E o setor privado
representará uma fatia maior nas operações da instituição.

O programa de emergência em resposta à covid-19 também prossegue, com US$ 10 bilhões. A
primeira fatia de US$ 5 bilhões foi para financiar projetos de saúde e na área social. Os outros
US$ 5 bilhões visam ajudar a recuperação econômica, com crédito por exemplo para pequenas e
médias empresas.

O banco diz estar aprontando também uma plataforma digital para investimentos em
infraestrutura. A expectativa é de que ajude a reduzir a distância entre potenciais investidores e
atrair oportunidades para os países do Brics.

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