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Embaixador dos EUA defende Eduardo Bolsonaro após crítica de deputado americano: 'Liberdade de expressão'

Embaixador dos EUA defende Eduardo Bolsonaro após crítica de deputado americano: 'Liberdade de expressão'

Diplomata diz que não tem medo de ouvir críticas nem elogios ao presidente Trump; deputado fala em 'convicção pessoal'

O embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Todd Chapman, defendeu o deputado Eduardo Bolsonaro das críticas que lhe foram feitas na quarta-feira pelo deputado democrata Eliot Engel, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara americana. Para Chapman, o filho do presidente está exercendo sua liberdade de expressão.
Questionado pelo GLOBO se a torcida pró-Trump é prejudicial às relações entre os dois países em longo prazo, Chapman respondeu:
— Eu sou um grande defensor da liberdade de expressão. E todos têm a habilidade de falar a quem eles estão pró e contra como quiserem, e não vou dizer para alguém que não deve falar bem ou mal do meu presidente — disse.
Contexto:
Chapman ressaltou ainda que a liberdade de expressão está inscrita na Constituição americana, assim como outras liberdades como as de imprensa e de religião, e valem para todos que acreditam nelas.
— Tudo isso é importante para países democráticos que defendem a liberdade. E olha: tem muitos que não defendem isso.
Após as críticas de Engel, Eduardo Bolsonaro voltou ao assunto nesta terça-feira e disse que o seu apoio à reeleição de Donald Trump se trata de "convicção pessoal". "É certo que as relações Brasil-EUA estão acima das pessoas e independentemente do vitorioso nos EUA em 2020 trabalharemos para manter essa boa relação. Mas é igualmente certo que posso ter minhas convicções pessoais e me manifestar ("free speech")."
Questionado se ficaria incomodado se o presidente russo, Vladimir Putin, dissesse publicamente que torce para Trump, Chapman disse que nem gostaria de falar “sobre o senhor Putin nem sobre outros líderes autoritários no mundo”.
— Vou deixá-los para lá. Eu defendo o direito de expressão, e vou defender até daqueles que falam contra mim. Eu defendo esse direito, eu não tenho medo disso, e aqueles que usam os instrumentos de liberdade, que não são permitidos mesmo em seu país, para mim isso é uma desgraça. Porque não pode usar na China, no Irã ou na Rússia o que você pode usar aqui — completou.
Chapman, um diplomata de carreira que assumiu o cargo em março deste ano — a embaixada americana ficou sem titular durante um ano e cinco meses —, mantém boas relações com o presidente brasileiro e sua família.
Ele recebeu Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo para comemorar o último 4 de Julho, data da independência dos Estados Unidos, três dias antes de o presidente revelar que estava com a Covid-19. Na época, Chapman disse que fez o teste e o resultado foi negativo.

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