Embaixador da China defende acordo de livre comércio com o Brasil

Embaixador da China defende acordo de livre comércio com o Brasil

Diplomata cita estudo do Ipea que prevê crescimento do PIB graças ao acordo

Após uma conversa telefônica entre os presidentes Jair Bolsonaro e o chinês Xi Jinping, quando ambos colocaram um ponto final em uma crise diplomática entre os dois países, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, defendeu um acordo de livre comércio entre os dois países.
Yang mencionou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com simulações que consideram um cronograma de diminuição bilateral das tarifas de importação ao longo de dez anos, com reduções graduais a cada dois anos, até que cheguem a zero.
— Um acordo de livre comércio entre Brasil e China geraria resultados inequivocamente positivos para a economia brasileira, com ganhos de PIB, investimento, exportações e importações — destacou o embaixador.
A crise diplomática começou na quarta-feira passada, quando Yang reagiu a declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que insinuavam que o coronavírus havia sido criado pelo regime comunista chinês.
O diplomata chinês exigiu que o filho do presidente da República se retratasse, mas o chanceler Ernesto Araújo reagiu dizendo que quem tinha que pedir desculpas era o embaixador, que havia compartilhado publicações ofensivas a Jair Bolsonaro e sua família.
Um acordo de livre comércio entre o Brasil e a China teria como consequência o fim da Tarifa Externa Comum do Mercosul - usada no comércio com países que não fazem parte do bloco sul-americano. De forma geral, se os quatro sócios (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) não entrarem juntos em uma negociação, os tratados bilaterais com outros mercados não podem prever a queda de alíquotas de importação.
Pelo estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teria ganho acumulado de 0,39%. Os investimentos cresceriam 0,92% já no primeiro ano do acordo e no fim do período de análise, a alta acumulada ficaria em 3,79%. As exportações aumentariam 8,25% até 2030 e as importações, 7,73%.

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