Em reunião emergencial, membros do Mercosul vão avaliar nova punição à Venezuela

Em reunião emergencial, membros do Mercosul vão avaliar nova punição à Venezuela

Suspensa do Mercosul desde dezembro, a Venezuela deverá sofrer nova sanção do bloco no próximo sábado (5), quando chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai vão se reunir, em São Paulo, para analisar a situação política do país presidido por Nicolás Maduro. Desta vez, a Venezuela pode sofrer nova punição e até ser expulsa por desrespeitar o Protocolo de Ushuaia, que trata dos compromissos democráticos a serem seguidos pelos membros do bloco.

Suspensa do Mercosul desde dezembro, a Venezuela deverá sofrer nova sanção do bloco no próximo sábado (5), quando chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai vão se reunir, em São Paulo, para analisar a situação política do país presidido por Nicolás Maduro. Desta vez, a Venezuela pode sofrer nova punição e até ser expulsa por desrespeitar o Protocolo de Ushuaia, que trata dos compromissos democráticos a serem seguidos pelos membros do bloco.

Na presidência temporária do bloco, o Brasil convocou reunião extraordinária para discutir a situação da Venezuela após o país realizar eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, ocorrida no último domingo (30) e rejeitada por boa parte da comunidade internacional. Anteriormente, o Brasil chegou a convidar Maduro e membros da oposição venezuelana para virem a São Paulo, numa tentativa de intermediar o diálogo. No entanto, não obteve resposta.

Ontem (2), o chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga disse que no encontro será tomada uma decisão levando em conta que definitivamente na Venezuela há uma ruptura da ordem democrática`.

`Será algo definitivo. Tem que tomar uma decisão, não há voltas. Não há marcha à ré`, disse o chanceler. Segundo ele, a suspensão política seria uma `aplicação política muito forte`. 

Em dezembro, a Venezuela foi suspensa do Mercosul porque não incorporou à sua legislação as normas básicas de funcionamento do bloco, como a adoção da Tarifa Externa Comum (TEC).

Mesmo pressionado pela comunidade internacional, Nicolás Maduro anunciou ontem que a Assembleia Nacional Constituinte será instalada na próxima sexta-feira, às 11h (horário local; 12h de Brasília), e não na quinta, como estava previsto, já que é preciso esperar a proclamação de alguns ganhadores que não foram ratificados pelo Poder Eleitoral.

O presidente Venezuela afirmou que a nova data permitirá o afastamento de `ameaças` que, segundo ele, pesam sobre a instalação da junta, prevista para ocorrer no Palácio Federal Legislativo, sede do Parlamento, que é comandado por uma maioria opositora a seu governo.

Em declaração conjunta divulgada após o último encontro dos estados-membros do Mercosul, realizado em julho, na Argentina, os países do bloco, além de Colômbia, Chile, Guiana e México, pediram à Venezuela o restabelecimento da ordem institucional e a retomada do diálogo entre a oposição e o governo de Nicolás Maduro.

Na ocasião, os países reiteraram sua `profunda preocupação com o agravamento da crise política, social e humanitária` na Venezuela, fazendo `um apelo urgente pelo fim da violência no país e pela libertação de todos os detidos por razões políticas`.

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