Em Portugal, chanceler é questionado sobre possibilidade de impeachment de Bolsonaro

Em Portugal, chanceler é questionado sobre possibilidade de impeachment de Bolsonaro

Carlos França afirmou que Bolsonaro foi eleito com 57 milhões de votos e que democracia deve ser respeitada

Em visita a Portugal, o chanceler Carlos França saiu em defesa de Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira, ao ser perguntado se o presidente da República conseguirá terminar seu mandato, em dezembro de 2022. Durante uma entrevista à imprensa, França foi questionado sobre o aumento das pressões pelo impeachment e as acusações de que Bolsonaro teria prevaricado, ao tomar conhecimento dos indícios de irregularidades do líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), no processo de aquisição da vacina Covaxin.

— O presidente Jair Bolsonaro, em 2018, foi eleito por 57 milhões de brasileiros e o regime democrático obriga que o resultado das eleições seja respeitado — afirmou o chanceler, ao lado do ministro de Negócios Estrangeiros português, Augusto dos Santos Silva.

França disse que soube pela imprensa sobre o pedido de impeachment apresentado à Câmara na última quarta-feira, por estar em viagem internacional. Segundo ele, são declarações que partiram da Câmara dos Deputados sem base política, jurídica e factual.

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— Não há base política, não há base jurídica, não há base factual. É o Congresso que vai julgar esse processo —concluiu.

O superpedido de impeachment foi protocolado na Câmara a partir de denúncias recentes de corrupção na compra de vacinas. Partidos políticos, representantes da sociedade civil e ex-aliados do governo respaldaram o documento, que reúne mais de 20 crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro, como cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, atrapalhar investigações, violar o direito à vida dos cidadãos na pandemia e incitar militares à desobediência à lei.

Carlos França também foi perguntado sobre o que o governo brasileiro tem feito para reduzir o desmatamento na Amazônia. A questão ambiental é importante para que a União Europeia aceite ratificar o acordo comercial que fechou com o Mercosul em 2019.

O chanceler disse que conversou com o ministro do Meio Ambiente e da Transição Energética de Portugal, João Pedro Matos Fernandes, sobre os avanços do Brasil nessa área. Destacou que o governo brasileiro tem avançado na implementação de "ações concretas", como a assinatura de um decreto presidencial que impede e proíbe queimadas e a renovação do compromisso das Forças Armadas com o combate ao desmatamento.

Também mencionou o discurso feito por Bolsonaro, há cerca de dois meses, durante uma reunião de chefes de Estado sobre o clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden. O presidente brasileiro anunciou a eliminação do desmatamento ilegal no Brasil até 2030, a disposição brasileira de antecipar em dez anos, para 2050, o prazo de alcançe da neutralização de emissões de gases e a duplicação do orçamento de fiscalização ambiental.

França disse estar otimista e disse que espera que o acordo entre os dois blocos entre em vigor até o fim de 2022. O chanceler reafirmou que o Brasil aceita assinar algum tipo de compromisso adicional que dê mais segurança aos europeus na questão do meio ambiente, mas não aceita a revisão do que já foi negociado.

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