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Em mensagem de Ano Novo, chanceler de Bolsonaro promete continuar trabalhando contra esquerdismo

Em mensagem de Ano Novo, chanceler de Bolsonaro promete continuar trabalhando contra esquerdismo

No Twitter, Araújo critica suposto 'projeto de poder globalista' e 'Lulopetismo'

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, desejou feliz Ano Novo a seus seguidores no Twitter com uma mensagem contra o esquerdismo transnacional e um suposto "projeto de poder globalista". No texto, Araújo disse ainda que o "Lulopetismo" e os "isentoleft" são expressão de um projeto de poder global e globalista.

"Em 2020 é preciso continuar trabalhando contra o mecanismo esquerdista, e não basta fazê-lo dentro do Brasil. Há que combater na frente externa pois a esquerda sempre é transnacional. Lulopetismo+isentoleft são expressão de um projeto de poder global e globalista.", escreveu.

Há quinze dias, o Itamaraty divulgou um artigo em que o ministro das Relações Exteriores "traça um panorama da ameaça comunista nos países latinos", que segundo ele "quer voltar a estrangular-nos" e regressar em Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Colômbia, México, Venezuela e no Brasil.

Intitulado "Para além do horizonte comunista", o artigo diz que a América Latina, sem dúvidas, "viveu dentro de um horizonte comunista" desde 2005 ou desde as vitórias eleitorais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002, ou do ex-líder venezuelano Hugo Chávez, em 1999. Em seguida, diz que este horizonte "começou a raiar", na verdade, a partir da criação do Foro de São Paulo, em 1991.

Dias depois, o chanceler publicou um vídeo de pouco mais de cinco minutos rebatendo as críticas à política externa do governo do presidente Jair Bolsonaro. Nas imagens, ele atacou a imprensa brasileira e disse que o Brasil tem sido vencedor nas novas diretrizes implementadas desde o início de 2019, quando Bolsonaro tomou posse. Ele também comparou o cenário atual a uma partida de futebol.

Na semana passada, em um dos últimos atos da política externa da América do Sul em 2019 e que deve provocar efeitos sensíveis no ano que vem, Araújo conversou por videoconferência com o chanceler da Argentina, Felipe Solá, por mais de uma hora na quinta-feira, no que pode ser mais um sinal de aproximação entre duas administrações que possuem profundas diferenças políticas.

Também participaram da conversa o secretário de Política Exterior da Argentina, Pablo Tettamanti; o chefe de gabinete da Chancelaria, Guillermo Chaves; e o novo embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, um peronista conservador, que vive uma relação complexa com o kirchnerismo e é considerado "um sobrevivente" político.

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