Em Davos, Temer diz que Brasil está aberto a investimentos

Em Davos, Temer diz que Brasil está aberto a investimentos

Presidente destaca medidas para equilibrar contas públicas

O presidente Michel Temer começou sua participação no Fórum Econômico Mundial de Davos com um discurso no qual afirmou que `o Brasil está de volta` ao cenário internacional como um país mais aberto e com mais oportunidades de investimento. Para uma platéia formada por investidores, banqueiros e empresários, ele defendeu a agenda de reformas, ressaltando seu empenho na aprovação das mudanças na Previdência. O discurso, porém, teve uma recepção morna e acabou com poucos aplausos. Temer afirmou que a agenda de reformas tem avançado no Legislativo, apesar de a proposta da Previdência ter sido adiada para este ano. Mas ele garantiu que trabalhará dia e noite pela aprovação das mudanças na aposentadoria: Nosso próximo passo é consertar a Previdência. Cada vez mais, a população brasileira percebe que o sistema atual é injusto e insustentável. Vamos batalhar, dia e noite, voto a voto, para aprovar a proposta que está no Congresso. L

UGARES VAZIOS NA PLATÉIA

O presidente ressaltou os indicadores positivos da economia, lembrando que a previsão de crescimento para este ano é de 3% e que inflação, juros e risco-país estão em queda. Citou ainda a criação de um teto para os gastos públicos. Segundo Temer, é o equilíbrio das contas públicas que cria espaço para políticas sociais: Apenas com as contas em ordem temos crescimento e empregos; apenas com as contas em ordem temos o espaço orçamentário para políticas sociais que são indispensáveis em um país ainda desigual como o nosso. Depois, Temer respondeu a perguntas do fundador do Fórum, Klaus Schwab. O presidente defendeu ainda o fim do protecionismo e destacou estar trabalhando para integrar o Brasil na economia global. Ele citou como exemplos a expectativa de fechamento breve de um acordo União Europeia-Mercosul e a abertura de novas frentes de negociações comerciais com Canadá, Coréia e Cingapura. Temer concluiu pedindo: `Invistam no Brasil. Não se arrependerão.` O discurso de Temer começou com um terço dos lugares ocupados e terminou com metade dos assentos preenchidos a organização colocou biombos, a fim de adequar o espaço ao público. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, porém, minimizou este fato, que atribuiu à transmissão eletrônica do evento. Meirelles ainda confirmou ser possível que o déficit primário em 2017 tenha ficado abaixo de R$ 130 bilhões, conforme antecipado pela colunista do GLOBO Míriam Leitão. Se isso se confirmar a divulgação oficial será no próximo dia 30 , será `um resultado extraordinário` afirmou o ministro. A meta era de R$ 159 bilhões. Temer encerrou sua participação no Fórum com mais um encontro com banqueiros e empresários. Depois veio uma série de reuniões bilaterais, com diretores executivos de empresas como Shell, Cargill e Enel, e com líderes como o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, e o presidente de Angola, João Lourenço. Segundo a mídia angolana, Temer acertou com Lourenço a reabertura das linhas de financiamento do BNDES para obras em Angola, que haviam sido suspensas por suspeitas de corrupção. À noite, Temer jantou com representantes do setor privado e de lá partiu para Zurique. No início do jantar, o presidente praticamente repetiu seu discurso da manhã. E destacou o bom desempenho do mercado financeiro, com a Bolsa rompendo recordes sucessivos: ontem, entrou no patamar dos 83 mil pontos. Ao comentar o resultado, Temer acrescentou que seu discurso `teve boa repercussão`. (Com informações do `Valor Econômico`)

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