Em carta aberta, Cristina Kirchner insta presidente argentino a “honrar sua palavra

Em carta aberta, Cristina Kirchner insta presidente argentino a “honrar sua palavra

20:28 - Na carta publicada em seu site e divulgada em suas redes sociais, a vice-presidente afirmou ter feito 19 reuniões de trabalho com Alberto Fernández na Residência de Olivos

A vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, publicou uma dura carta aberta nesta quinta-feira (16), explicitando as divergência com o presidente Alberto Fernández.

Na carta publicada em seu site e divulgada em suas redes sociais, Cristina afirmou ter feito 19 reuniões de trabalho com o presidente na Residência de Olivos.

“Nelas apontei que acreditava que estava sendo executada uma política de ajuste fiscal equivocada, que impactava negativamente a atividade econômica e, portanto, a sociedade como um todo. E que, sem dúvida, isso teria consequências eleitorais”, escreveu. “Não disse isso uma vez... cansei de dizê-lo... e não só para o presidente.”

Segundo ela, a resposta que recebeu sobre as “reivindicações e visões conjunturais” foi "sempre que não era assim, que ela estava errada" e “que a vitória nas prévias eleitorais (de domingo) estava garantida”.

A carta, na qual ela assinala divergências, a vice-presidente alerta sobre as operações de imprensa que partiam do "ambiente presidencial" e apontava para Juan Pablo Biondi, porta-voz do presidente.

"Não vou continuar a tolerar versões de imprensa dentro do ambiente presidencial", disse, em relação à crise aberta na quarta-feira (15), com cinco ministros e outros altos funcionários ligados a ela colocando os cargos à disposição de Fernández. “Vejo vocês lá (em Olivos) e não na Casa Rosada, para evitar qualquer tipo de especulação e operação midiática de desgaste institucional”, afirmou, após sustentar que não é
“mentirosa, muito menos hipócrita”.

Nas reuniões, Cristina disse que se propunha discutir "a delicada situação social" que se traduz em "atrasos salariais, descontrole de preços — especialmente de alimentos e medicamentos — e falta de trabalho". Nesse sentido, revelou também ter apontado ao presidente “a falta de eficácia nas diferentes áreas do governo”.

“Enquanto escrevo essas palavras,tenho a TV ligada sem som, mas leio um gráfico: ‘Alberto encurralado porCristina’. Não.

Não soueu. Pormais que tentem disfarçar,(quem faz isso) são os eleitores e a realidade ”,prosseguiu.

“O senhor realmente acredita que não é necessário, depois de tamanha derrota, honrar sua palavra e reorganizar seu governo, presidente?”, questionou a vice.

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