Em Bruxelas, Yellen pede apoio da UE para enfrentar China e Rússia

Em Bruxelas, Yellen pede apoio da UE para enfrentar China e Rússia

10:19 - A secretária do Tesouro dos EUA criticou as práticas econômicas injustas e os abusos dos direitos humanos da China e o “comportamento maligno contínuo e crescente” da Rússia

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, participou nesta segunda-feira de uma reunião com os ministros das Finanças da União Europeia (UE) e pediu aos países do bloco para ajudar o governo americano a enfrentar a ascensão de China e Rússia.

Em sua primeira visita a Bruxelas desde que chegou o cargo, Yellen falou sobre a importância da parceria e da “ordem internacional baseada em regras”, construída por americanos e europeus após a Segunda Guerra Mundial. Segundo ela, Rússia e China colocam esse sistema em risco.

“Juntos,precisamos combater as ameaças aos princípios de abertura, concorrência justa,transparência e responsabilidade”,disse Yellenno discurso, segundo trechos divulgados pelo Departamento do Tesouro.

Yellen criticou as práticas econômicas injustas e os abusos dos direitos humanos da China e o “comportamento maligno contínuo e crescente” da Rússia. Outro alvo da secretária do Tesouro foram “os abusos em curso do regime de [Alexander] Lusakhenko em Belarus”.

Antes da reunião com os ministros da UE, Yellen obteve uma vitória ao conseguir que os países europeus adiassem a implementação de um polêmico imposto digital, visando aumentar as chances de um acordo mundial de reforma da taxação sobre as empresas.

Yellen não falou sobre a questão, mas se dirigiu aos países da UE que se opuseram ao imposto corporativo mínimo global, casos de Irlanda, Hungria e Estônia, tema que está sendo negociado de forma conjunta com o imposto digital. Ela pediu que todos os membros do bloco aceitem o acordo firmado por mais de 130 países e ajudem nas negociações.

Além disso, a secretária do Tesouro voltou a defender que os países mantenham políticas de apoio fiscal neste ano para não ameaçar a recuperação econômica póspandemia. “É importante que a orientação fiscal continue favorável até 2022”, disse ela.

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