Em balanço, Ernesto compara Brasil a time e diz que imprensa não narra gols do governo

Em balanço, Ernesto compara Brasil a time e diz que imprensa não narra gols do governo

'Dizem que é uma política externa ideológica, não sei de onde é que tiraram isso'', diz chanceler.

Em balanço do primeiro ano à frente do Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, atacou a imprensa e negou atuação ideológica na política externa do governo Jair Bolsonaro.

Em vídeo de quase seis minutos de duração, publicado neste sábado (28) em redes sociais, o chanceler rebateu previsões, feitas no começo do governo, de que o Brasil teria problemas nas relações internacionais devido a declarações de Bolsonaro que geraram atrito com China e países árabes.

Ainda candidato à Presidência, Bolsonaro visitou Taiwan, ilha considerada rebelde por Pequim. Poucos meses depois, na reta final da campanha, ele declarou que a China estava "comprando o Brasil".

Após ser eleito, o presidente demonstrou a intenção de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Recuou da ideia, porém, após forte oposição dos países árabes e do agronegócio brasileiro, interessado em manter as exportações a esse mercado.

"Dizem que nossa política externa não deu resultados. Nós simplesmente fechamos, durante este ano, 2019, os dois maiores acordos comerciais da história do Brasil", afirmou Ernesto.

Ele não cita quais são esses tratos. Em 2019, o Mercosul concluiu as negociações para um tratado de livre-comércio com a União Europeia e com o EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), bloco formado por Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia. Esses pactos estavam em discussão havia anos.

Segundo o ministro, as relações do Brasil com China, África, Israel e países árabes estão avançando.

"Dizem que é uma política externa ideológica, não sei de onde é que tiraram isso. É uma política externa que contesta a ideologia, é uma política externa que procura desmontar uma ideologia, que é justamente a ideologia que preside muitas dessas críticas", afirmou.

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