Efeito Chinano superávit comercial do Brasil sobe de 39% para 68% em 10 anos

Efeito Chinano superávit comercial do Brasil sobe de 39% para 68% em 10 anos

16/10 Desde 2018, o percentual de contribuição da China tem aumentado, destaca boletim do pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas.

O superávit da balança comercial brasileira avançou de US$ 36 bilhões para US$ 42,2 bilhões de janeiro a setembro de 2019 para igual período deste ano. Com forte participação de commodities agropecuárias, as exportações para a China contribuíram bastante para o resultado, aponta o boletim do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

No auge do boom das commodities no início da década de 2010, o superávit comercial com a China chegou a explicar 39% do saldo total de US$ 29,8 bilhões da balança em 2011. Desde 2018, o percentual de contribuição da China tem aumentado, destaca o boletim. Em todo o ano de 2011, o superávit das trocas com o país asiático foi de US$ 11,5 bilhões. De janeiro a setembro deste ano esse saldo já atingiu US$ 28,8 bilhões, o equivalente a 68% dos US$ 42,2 bilhões em superávit total acumulado no período na balança brasileira.

Nos últimos anos,o eixo do dinamismo do comércio exterior brasileiro se deslocoupara a Ásia,que explicou49% das exportações e 35% das importações no acumulado até setembro, analisa o boletim. A China, isoladamente absorveu 34% dos embarques brasileiros e forneceu21% das importações. Em igual período, a fatia da União Europeia foi, respectivamente,de 14% e 17%.

Desde 2015, a fatia China já superava a do bloco europeu como destino de exportação. Com a pandemia, que atingiu mais fortemente a economia europeia do que a chinesa, a diferença aumentou.

Em setembro, o superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 6,2 bilhões, maior marca da série histórica mensal desde 2001. No acumulado foi o segundo maior saldo. O boletim do Icomex aponta estimativa de superávit de US$ 58,5 bilhões ao fim do ano, maior que os US$ 48 bilhões de 2019.

A melhora de saldo, porém, tem sido explicada pela queda das importações, que segue em ritmo mais acelerado que o recuo das exportações. As importações em setembro tiveram tombo de 25,5% contra igual mês de 2019 e de 14,4% no acumulado desde janeiro em comparação ao mesmo perído no ano anterior. As exportações caíram, respectivamente, 9,1% e 7,7%.

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