Dos 12 países vizinhos do Brasil, oito enfrentam graves crises domésticas

Dos 12 países vizinhos do Brasil, oito enfrentam graves crises domésticas

Instabilidade é o produto político menos escasso na América do Sul nestes dias. Dos 12 países vizinhos do Brasil, oito enfrentam graves crises domésticas.

Instabilidade é o produto político menos escasso na América do Sul nestes dias. Dos 12 países vizinhos do Brasil, oito enfrentam graves crises domésticas. Três desses, Argentina, Uruguai e Bolívia, vivem um acirrado processo eleitoral. Com governos e legislativos renovados em duas semanas, espera-se, haverá uma redefinição de rumos. O derretimento da Venezuela, onde a única certeza po ssível é o fim do regime ditatorial de Nicolás Maduro, levou a Colômbia a uma situação crítica às vésperas das eleições regionais. O refúgio de quase dois milhões de venezuelanos provocou um desequilíbrio nas finanças colombianas.

A conta fiscal eqüivale a um custo adicional líquido de 0,4% do Produto Interno Bruto no orçamento. Ela representa um desafio à habilidade política do governo Iván Duque, sob ameaça constante das narcoguerrilhas na fronteira com o patrocínio de Maduro. Logo abaixo, no mapa, o Equador vive um transe. Háuma semana o país enfrenta uma rebelião contra o ajuste fiscal. Dolarizada, a economia depende de sintonia fina na gestão do caixa governamental. Subsídios, sobretudo aos combustíveis, passaram a consumir metade do orçamento.

Há um déficit de US$ 4 bilhões, ou 5% do PIB. O presidente Lenín Moreno reagiu com um choque de liberalismo. Promoveu uma guinada nas relações do Estado com servidores e o setor privado, acabou com subsídios aos combustíveis, alterou regras tributárias, trabalhistas e de aposentadorias, e aumentou a assistência aos mais pobres. Mas fracassou na negociação política do pacote. O aumento da gasolina (até 123%) incendiou uma parte da oposição, que tentou e não conseguiu derrubar o presidente. Fezse um acordo no domingo para redução negociada dos subsídios aos combustíveis, chave no projeto de liberalização da economia.

Já o Peru dissolveu a última crise antecipando as eleições gerais para 20 de janeiro. E caso ímpar de país que, mesmo em constante incerteza política, mantém a economia em crescimento turbinado por subsídios estatais que já consomem 2,7% do PIB, sem qualquer transparência. A instabilidade sul-americana tem uma raiz comum: as crises derivam da redefinição do papel do Estado na condução do desenvolvimento, a partir da redistribuição dos orçamentos. Até agora, o pacto político pela racionalidade econômica que se provou mais efetivo é o do Chile.

 

 

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