Diplomatas correm para definir últimas metas do Acordo de Paris durante a COP

Diplomatas correm para definir últimas metas do Acordo de Paris durante a COP

A busca por definição das últimas regras para regulamentar o Acordo de Paris está tirando O sonode diplomatas de todo O mundo ná COP 25.

A conferência da ONU vai até a próxima sexta (14), mas já Sinaliza que não concluirá Os trabalhos neste ano. Para observadores das negociaçõesque têm ido até tarde da noite já nesta primeira semana de conferência os progressos São significativos e indicam que os diplomatas es tão mais objetivos e concentradosnas questões técnicas.

Eles trabalham sob a urgência das mudanças climáticas quejácausamdesastresnos países mais vulneráveis, que demandam financiamento do bloco de países ricospara reparação por perdas e danos, Outra pressão que se volta aos países ricos vem das grevesestudantis pelo clima,puxadas pela ativista sueca Greta Thunberg. Ela acompanha a COP e realizou uma marcha na última sexta (6) nas ruas de Madri. A líder indígena brasileira Soninha Guajajara discursou ao final da marcha, Neste domingo (8), indígenas brasileiros protestaram juntoa ambienta listaselembraram o derramamento de óleo pelas praias brasileiras.

A pressa de concluir a regulamentação de Paris também tem razões internas do processo diplomático: uma definiç ão clara das regras é fundamental para que a implementação das meras possa ser cobrada já apartírdo anoquevem, quan do começa o primeiro ciclo de compromissos do acordo. As arestas a serem aparadas se concentram nos temas de perdas e danos e mecanismos de mercado, já as divergências comuns a esses temas ficam em torno de financiamento (cobrado dos países ricos) e prestação de contas (com cobrança maior dos países em desenvolvimento, especialmente degrandes emissores, como a China).

Os novos rascunhos divulgados no final da semana ainda têm trechos com até 529 termos entre parênteses, com diferentes opções de texto. Segundo oprofessordeeconomia da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Ronaldo Seroa, houve um avanço da discussão em tornodecritériosparauma transição pai a Paris dos créditos negociados no âmbito do Protocolo de Kyoto (primeiro acordo climático, que só previa obrigação de redução de emissões de gases-estufa para os países desenvolvidos). A discussão sobre critérios indicaria uma aceitação do pleito de países como Brasil e China, que já negociavam projetos de Kyoto e pedem que essa implementação seja somada ao Acordo de Paris.

De acordo com Seroa, há um entendimento de que o mercado de carbono é importante à medida que incentiva a ambição dasmetas climática^ que precisam ser mais altas para conter os efeitos mais desastrosos do aquecimento global. No entanto, a relação entre ambição e mercado de carbono também criaria mais complicações para aregulamentação. Isso porque os diplomatas ainda não encontraram formas de comprovar que as negociações no mercado de carbono representam esforços adicionais áquelespropostosna assinatura do Acordo de Paris, ainda segundo Seroa.

A mudança de governo no Brasil não afetou, até o momento, as posições defendidas pelo Itamaraty.` O assunto é complicado e des entendem bem o que estão fazendo` disse à Folha o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Por outro lado, o novo governo marca uma imagem internacional mais tímida do paísatéentão vistocomo protagonistada agendaclimática. Ele também muda a relação com as e nt idades da sociedade civil. Neste ano, pela primeira vez, o governo brasileiro restringiu o credenciamento da delegação brasileira apenas a represent

antes do govemofederal, deixando de fora ONGs ambientalistas, universidades, empresas, associações do setor privado e governos locais. Diferenteme nte de seus antecessores, a ministra da Agríc ultura, Tereza Cristina, não deve comparecer ao evento, segundo sua assessoria. A chegada do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, é esperada para esta segunda (9). A jornalista viajou a convite üo Instituto Clima e Sociedade (ICS) ENTENDA A COP-25 Oqueé? ACOPéum fórum multilateral anual organizado pela ONU Em que países discutem temas asmudançasclimáticas.

A sigla signifíca ´Yoníe rência das partes`, em inglês Qual o tema desteano? A edição deste anotemcomo objetivo principal chegar a acordos sobre a execução do Acordo de Paris, que trata das mudanças climáticas. Em 2020, diversos paísesdeverão apresentar planos de ação climática novos ou atualizados

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