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Diáspora venezuelana atinge 3 milhões

Diáspora venezuelana atinge 3 milhões

De acordo com a ONU, crise econômica já fez a Venezuela perder 10% de sua população

O número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões, o que representa 10% da população do país. Os dados foram divulgados ontem pelo Alto-Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) e pela Organização Internacional de Migrações (OIM).

Em julho, a ONU estimava que 2,3 milhões de venezuelanos viviam fora do país. Em setembro, a organização ampliou sua estimativa para 2,6 milhões. Naquele momento, 5 mil pessoas por dia deixavam o país. Hoje, 10 mil venezuelanos por dia vão embora. Apenas na América Latina, os venezuelanos já são 2,4 milhões de pessoas, enquanto Espanha, Canadá, EUA, entre outros, teriam acolhido 600 mil.

A maior quantidade de venezuelanos está na Colômbia, cerca de um milhão. Outros 500 mil estão no Peru, 220 mil no Equador, 130 mil na Argentina e 100 mil no Chile. O Brasilaparece na sexta colocação, com 85 mil venezuelanos.

`Os países da América Latina mantiveram uma política de portas abertas para esses refugiados e imigrantes da Venezuela. Mas a capacidade de recepção está severamente afetada, exigindo uma resposta mais imediata e robusta da comunidade internacional, se quisermos que essa generosidade e solidariedade continuem`, disse Eduardo Stein, representante especial da ONU para a crise de imigração na Venezuela.

O alerta é claro: se países ricos não injetarem recursos em pacotes de ajuda, os governos da região podem começar a fechar as portas para o fluxo, cada vez mais intenso em algumas áreas.

Além de países sul-americanos, a ONU destaca que 94 mil venezuelanos jávivem no Panamá, além de uma população importante em ilhas do Caribe. `Com os números cada vez mais em alta, as necessidades desses migrantes e das comunidades que os recebem serão cada vez mais significativas`, disse Stein. Nosdias 22e23, governos da região voltarão a se reunir para avaliar a crise venezuelana. A ONU afirma que cerca de 40 entidades também p articipam do esforço.

Na semana passada, as Nações Unidas indicaram que o número de refugiados e imigrantes venezuelanos que entraram 110 Peru, vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes, atingiu o recorde de mais de 6,7 mil pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes.

Em recente passagem por Genebra, o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, negou a existência de uma crise migratória e disse que o fluxo era apenas `circunstancial`. Segundo ele, `milhares` de venezuelanos também estavam voltando para casa, depois de seus planos frustrados no exterior. Em Caracas, o governo chavista não disfarça o temor de que a fuga em massa seja usada por governos estrangeiros para justificar algum tipo de intervenção na Venezuela.

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