Delegado do inquérito de Temer diz a Barroso que ainda há pendências, mas não vazou informações sigilosas

Delegado do inquérito de Temer diz a Barroso que ainda há pendências, mas não vazou informações sigilosas

Ministro do STF relata processo em que presidente é investigado por supostas irregularidades no decreto dos portos

Ministro do STF relata processo em que presidente é investigado por supostas irregularidades no decreto dos portos

BRASÍLIA - O ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Michel Temer, entrou em contato neste domingo com o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pela apuração do caso na Polícia Federal (PF). Em relatório feito neste mês, o delegado reclamou da demora da Procuradoria-Geral da República (PGR) em proceder na quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Temer. Em breve despacho, Barroso afirmou que Cleyber relatou pendências, mas o ministro não entrou em maiores detalhes. Disse ainda que Cleyber assegurou não ter divulgado nenhuma informação sigilosa.

Nesse inquérito, Temer é investigado por supostas irregularidades no decreto presidencial dos postos. Ele é acusado de ter beneficiado a Rodrimar, que opera no porto de Santos. O presidente nega as acusações. Em nota no sábado, a PGR afirmou que já pediu a quebra de sigilos fiscais e bancários de várias pessoas e empresas envolvidas no inquérito que investiga a edição do decreto.

`Neste domingo, dia 25.02.2018, entrei em contato com o Dr. Cleyber Malta Lopes, Delegado encarregado do Inquérito nº 4621. Após me relatar algumas pendências, assegurou-me S. Sa. que nenhuma informação relativa a aspectos sigilosos do inquérito foi por ele divulgada a quem quer que seja e que conduz a apuração com toda a diligência e discrição que o caso impõe. Para registro, deixo este fato consignado nos autos`, decidiu Barroso.

Na última segunda-feira, Barroso se reuniu em seu gabinete com o diretor-geral da PF Fernando Segovia. O encontro foi marcado depois de uma entrevista de Segovia à agência de notícias `Reuters`. Na reunião, o diretor-geral da PF argumentou que suas declarações sobre a suposta falta de provas e possível arquivamento do inquérito contra o presidente Michel Temer foram distorcidas. Na entrevista, ele também fez resslavas ao trabalho de Cleyber Lopes, mas disse a Barroso que não teve a intenção de ameaçá-lo, tendo sido, da mesma forma, mal interpretado.

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