De novo, o automóvel puxa a produção industrial brasileira

De novo, o automóvel puxa a produção industrial brasileira

17:52 - Ainda que seja uma reação de um setor que parou entre abril e junho, a indústria automobilística mostra a força de uma cadeia de produção que, quando engrena, leva boa parte da indústria junto.

A produção de veículos cresce há sete meses seguidos, conseguindo alcançar o nível de fabricação de antes da pandemia em novembro passado. A Anfavea, associação que representa as montadoras, prevê que expansão vai continuar este ano com alta de 15%.

O setor automobilístico, historicamente, puxa a indústria, consumindo aço, papel, vidro, borracha e peças, irradiando o crescimento da produção para todo o setor. Não por acaso, quando os governos querem estimular a economia, começam por beneficiar essa indústria.

Os reflexos da alta na venda de carros só não foram mais intensos por falta de insumos. Os bens intermediários, que alimentam a indústria e que são a maior parcela da produção industrial, ficaram estáveis em novembro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.

A parada abrupta da produção no segundo trimestre, impondo um comportamento da demanda diferente do que se via historicamente, desmontou a previsão de estoque de algumas indústrias que não estão conseguindo atender a essa procura maior que a esperada no início da quarentena, quando se previa que o Produto Interno Bruto (PIB) cairia quase 10%. As projeções agora são de menos da metade dessa queda. Sem falar na subida de preços com a alta do dólar. Cerca de 30% dos insumos são importados.

Os bons números recentes ainda não foram suficientes para frear a redução quase que estrutural da indústria brasileira, inclusive da indústria automobilística que antes pandemia vinha usando cerca de 70% da capacidade instalada. Em outubro subiu para 78,5%, segundo a Confederação Nacional da Indústria. Resta saber se manterá esse padrão inflado pela parada brusca recente ou vai voltar aos padrões de 2019.

Ainda estamos produzindo menos que o ano anterior à pandemia, 5,5% exatamente, e bem longe do recorde de 2011. A recuperação total não acabou, ainda estamos correndo atrás do prejuízo.

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