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De economia prestes a decolar a PIB meio anêmico: relembre declarações de Guedes

De economia prestes a decolar a PIB meio anêmico: relembre declarações de Guedes

Ministro chegou a dizer que Nova Previdência abriria caminho para retomada de crescimento de 10 anos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (29) que o PIB (Produto Interno Bruto) do país já poderia estar "meio anêmico" antes da pandemia do coronavírus.
A declaração ocorre após o anúncio de queda de 1,5% no crescimento econômico no primeiro trimestre, a maior retração desde o recuo de 2,1% no segundo trimestre de 2015.
"Vou pedir para desagregarmos. Para vermos se nos dois primeiros meses já estávamos decolando e no terceiro mês a crise nos derrubou, ou se já estávamos em estado meio anêmico", afirmou em seminário virtual promovido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A fala sinaliza uma mudança do discurso do ministro, quem dizia em março que a economia brasileira estava "acelerando lentamente" à espera de reformas.
Relembre as declarações e promessas de Paulo Guedes sobre o crescimento econômico do país.
Estagnação desde Temer (5.mar.20)
Após a divulgação de que a economia crescera 1% em 2019, Guedes disse que o Brasil já tinha estagnado desde o governo de Michel Temer.
“A grande verdade é que, quando o governo Bolsonaro chegou, o crescimento do PIB, que tinha sido de 1,3% no primeiro trimestre do governo Temer, já tinha caído para 0,7% no primeiro trimestre do governo Bolsonaro. O Brasil já tinha praticamente estagnado”, afirmou Guedes durante evento na Fiesp, em São Paulo.
Segundo o ministro, a tragédia de Brumadinho e o colapso da Argentina, que impactou 60% das importações de veículos do Brasil, foram os principais fatores para a desaceleração em 2019.
Economia acelerando (4.mar.20)]
Um dia antes da declaração sobre o desemprenho do PIB do governo antesrior, Guedes havia afirmado que a economia brasileira estava acelerando lentamente à espera de reformas. Para ele, a alta de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 estava dentro do previsto.
“A economia está acelerando lentamente esperando as reformas. A medida que as reformas vão acontecendo, e elas serão implementadas, o Brasil vai reacelerando”, disse.
O ministro minimizou à época um eventual impacto do surto do novo coronavírus na economia brasileira, sob o argumento de que a economia brasileira ainda é fechada.
“Da mesma forma que, pela nossa economia fechada, não fomos muito ajudados quando a dinâmica global era favorável, também não somos tão afetados quando a dinâmica é desfavorável”, afirmou.
Na avaliação de Guedes, o surto iria “atrapalhar um pouco”, mas o país teria potência suficiente para superar esse efeito e viabilizar uma aceleração da atividade, desde que aprofunde as reformas econômicas.
Crescimento acelerado rapidamente (12.dez.19)
Após a agência de classificação de risco S&P elevar a perspectiva para a classificação do Brasil de estável para positiva em dezembro do ano passado, Guedes (Economia) afirmou que o país retomaria o crescimento acelerado.
“A nossa expectativa é que estamos já a caminho do upgrade. Isso normalmente leva dois anos, mas acho até que vamos conseguir antecipar. Se mantivermos o nosso ritmo de reformas, o Brasil vai retomar um crescimento acelerado muito rapidamente”.
Brasil começa a decolar (30.mai.19)
Após recuo de 0,2% do PIB no primeiro trimestre de 2019, Guedes disse que o dado não foi novidade e condicionou a retomada do crescimento à aprovação da reforma da Previdência. Afirmou à época que “retomada vem aí”.
“Não vamos fazer truques nem mágica, vamos fazer as reformas sérias, fundamentos econômicos. Aprovada a reforma da Previdência, o horizonte de investimentos clareia.”
Ele afirmou ainda que via crescimento no segundo trimestre do ano. “De julho em diante, o Brasil começa a decolar”.
10 a 15 anos de crescimento (15.mai.19)
"O buraco negro fiscal impede investimentos. Com a Nova Previdência abrimos espaço para 10 a 15 anos de retomada do crescimento", afirmou o ministro à agência de notícias Reuters em 15 de maio do ano passado.
"O Brasil hoje é prisioneiro da armadilha do baixo crescimento", disse na ocasião.

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