Crise da Venezuela custará R$ 3 bi à ONU

Crise da Venezuela custará R$ 3 bi à ONU

Para entidade, é o maior êxodo da história moderna da América Latina´; recursos são para países vizinhos que recebem os venezuelanos

Em um dos maiores pacotes de resgate já lançados pela ONU para a América do Sul em sua história recente, a entidade diz que precisará de US$ 738 milhões (R$ 2,9 bilhões) para dar assistência em uma crise que afetará 3,6 milhões de imigrantes e refugiados venezuelanos na região em 2019. Segundo o plano lançado hoje, não há perspectiva de que essa população volte tão cedo para o país.

Segundo a ONU, serão necessários mais recursos em 2019 para a crise venezuelana que para o Afeganistão, Iraque, Mianmar ou Líbia. A ONU deixa claro que os recursos não são para a Venezuela, mas para Brasil, Colômbia, Peru, Equador e outros doze países da região, para ajuda-los a receber esses venezuelanos.

Com o plano em mãos, a ONU passará a buscar doadores internacionais e governos de países ricos parafazer frente à crise que se instalou no continente.

O dinheiro será usado principalmente para o atendimento médico e alimentos , para uma população que cruza a fronteira em condições de miséria. Na semana passada, o Estado revelou como, pela primeira vez, o governo venezuelano cedeu e aceitou US$ 9,5 milhões para que entidades internacionais pudessem financiar programas para a compra de remédios e alimentos para a população local.

Agora, o pacote anunciado se refere ao volume que precisa ser destinado para os países da região para ajudá-los a lidar com a população de venezuelanos que se instalou na América do Sul.

`A América Latina está vivendo o maior êxodo de sua história moderna`, indica a ONU. `Mais de 2,6 milhões de refugiados e imigrantes deixaram a Venezuela e pelo menos 1,9 milhão desde 2015` ,disse. `A instabilidade política que continua, a deterioração socioeconômica e a crescente insegurança e violência devem resultar em maior pressão sobre uma população já sob estresse, levando a uma continuação do fluxo de refugiados e imigrantes`, prevê. `Em 2019, estima-se que 3,6 milhões de pessoas vão precisar de assistência e proteção`, alertou.

Para a entidade, portanto, um incremento da ajuda humanitária e mecanismos de inclusão socioeconômica são medidas `urgentes` para complementar os esforços dos governos locais e `garantir que as comunidades locais continuem a aceitar refugiados e imigrantes`. O pacote prevê o atendimento a mais de 2,2 milhões de refugiados e imigrantes, assim como 500 mil membros das comunidades que os recebem.

Os objetivos estratégicos do pacote incluem o fortalecimento de instituições de governos da região para dar uma resposta à crise, compra de remédios e alimentos, reduz ir os incidentes de exploração sexual e tráfico, e garantir a integração nas comunidades que os recebem.

No geral, a ONU estima que 132 milhões depessoas em 2019 enfrentarão as conseqüências de uma crise humanitária no mundo, numa operação que deverá custar US$ 21,9 bilhões, sem contar a crise na Síria.

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